'O mundo descobriu que o vôlei de praia é barato e traz medalha', diz Alison após eliminação em Tóquio
Brasileiro lamentou a eliminação e cobrou mais investimento na modalidade
Após a eliminação no vôlei de praia nas Olimpíadas de Tóquio, o brasileiro Alison, parceiro de Álvaro, reclamou da falta de investimentos no Brasil em relação ao esporte e destacou o surgimento de mais países, como Letônia e Suíça, na briga por medalhas.
"O mundo descobriu que o vôlei de praia é um esporte barato, dá resultado e traz medalha. O Brasil está parado", disse, ao ser questionado pela reportagem nesta terça-feira (3, horário de Brasília). "O Brasil e os EUA não dominam mais, e a gente tem que sentar conversar."
Ainda nesta terça, já manhã de quarta (4) no Japão, os brasileiros perderam a disputa das quartas de final para Martins Plavins e Edgar Tocs, da Letônia, por 2 sets a 0 (21/16 e 21/19).
Alison, ouro em 2016 com Bruno Schmidt, e Álvaro eram a última possiblidade de pódio para o Brasil no esporte. Com a derrota, pela primeira vez o Brasil fica sem medalha no vôlei de praia desde sua estreia em Olimpíadas em 96, Atlanta. Foram 13 medalhas até hoje.
Alison buscou desvincular a crítica sobre investimento da derrota nos Jogos de Tóquio. "Não é desculpa, não estou falando do jogo de hoje, quero deixar bem claro. Quero falar como o mundo está evoluindo e nós estamos parados na década de 90. Temos matéria prima, os atletas, técnicos, e ainda estamos esperando um pouco. O mundo está capotando", disse.
"O Brasil ganhou medalha de ouro em 2016 e não mudou nada, não teve investimento, ficou tudo parado, do mesmo jeito, menos etapas, esperando Alison e Bruno, Alison e Bruno, como foi com Ricardo e Emanoel", ressaltou.
"Quando comecei a jogar vôlei, o circuito brasileiro tinha 24 etapas. Quanto mais você joga, mais aparecem jogadores. Quanto mais o sistema é seletivo, pegando um atleta e dando tudo para ele, com menos atletas, mais roleta-russa fica", acrescentou.
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