Ministro da Economia diz que árabes vão comprar clubes brasileiros
Paulo Guedes deu essa declaração em viagem pelo Oriente Médio
O futebol foi assunto na visita da comitiva presidencial do Brasil a países do Oriente Médio nesta semana. O ministro da Economia Paulo Guedes, que esteve com o presidente Jair Bolsonaro nos Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, deu uma informação que atiçou torcedores de times endividados.
Guedes afirmou que investidores árabes devem fazer muitos negócios no Brasil e nisso podem acontecer a compra de dois clubes brasileiros.
“Eles vem com investimentos. Vão investir em estradas, em poços de petróleo, até em clubes de futebol. Eles anunciaram: “calma, nós vamos comprar dois times; estamos examinando e vamos comprar dois times”, disse Paulo Guedes, sem dar pistas de quais seriam estes clubes.
O ministro citou casos de clubes europeus que foram comprados pelos árabes para exemplificar como poderiam ser os negócios, e brincou com a torcida dos integrantes da comitiva.
“Eles compraram o Manchester United, compraram o Cristiano Ronaldo. Então, vários brasileiros da comitiva começaram a pensar. Eu mesmo pensei: “vem ser sócio do Flamengo”. Aí tinha um outro lá do lado, que é vascaíno, e falou: “vem para o Vasco”. Eu falei “olha, vai perder dinheiro”. Tinha um outro palmeirense, que falou para comprar o Palmeiras”.
Negócio ainda é novo no Brasil
Apesar do otimismo do ministro Paulo Guedes, a compra de clubes brasileiros ainda não é algo tão popular. Talvez por ainda encontrar a resistência dos torcedores, mas principalmente pelo formato da direção dos clubes, com conselheiros que comandam as ações e famílias passando por gerações no poder.
O caso de maior sucesso aconteceu com o Bragantino, que em 2019, antes do início da Série B, foi comprado pela Red Bull. Em pouco mais de dois anos os resultados já aparecem com o time do interior paulista aparecendo entre os melhores do Brasileirão e disputando o título da Copa Sul-Americana.
Na temporada passada uma especulação da negociação entre o Fortaleza e o bilionário russo Ivan Savvidis, movimentou o noticiário esportivo. As partes chegaram a conversar, mas por conta da pandemia, as negociações acabaram esfriando.
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