Justiça aguarda planilha de horário do transporte coletivo de Marechal
População, estudantes e trabalhadores denunciam que apenas três ônibus fazem a linha; atraso é constante
Quem precisa do transporte coletivo que faz a linha Maceió-Marechal Deodoro-Maceió estaria enfrentando diariamente a incerteza dos horários de circulação e uma tarifa que vem pesando no bolso. Um grupo de moradores de Massagueira, em Marechal Deodoro, entrou com uma ação no Ministério Público da cidade, denunciando o que definiram como descaso da empresa responsável pela rota, a Real Alagoas. A direção - do Campus de Marechal Deodoro - do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) também entrou com ação, desta vez no Ministério Público de Alagoas (MP/AL), com sede em Maceió.
Nas duas ações, foi informado que apenas três veículos estariam fazendo a linha. A ação que corre em Marechal Deodoro, já obteve o primeiro resultado. A Arsal se comprometeu aumentar o número de veículos, não informando a quantidade. O promotor responsável pelo caso, Silvio Azevedo , também solicitou que a Agência juntamente com a empresa de ônibus entregassem uma planilha informando os horários de circulação e o motivo do aumento da tarifa. A documentação tem até esta quarta-feira (06), para ser entregue.
“Diante das informações apresentadas no processo, solicitamos a presença da Arsal e da Real Alagoas para entender como esse serviço estaria sendo ofertado. Já houve uma primeira reunião onde ficou definhada a entrega dessa planilha de horários. O objetivo é divulgar para toda população os horários que esses coletivos devem circular e fazer com que a planilha seja cumprida. Mas também recebemos reclamações sobre a tarifa que foi reajustada duas vezes desde o final do ano passado. Também solicitamos a documentação de custos do serviço prestado para entender se esse reajuste corresponde ao ideal. Demos como prazo essa quarta-feira. Assim que a documentação for entregue, será feita uma análise e na semana que vem deveremos divulgar as informações”, informou o promotor.
Os alunos do Ifal que moram em Maceió se atrasam constantemente para as aulas, que diante da demora dos coletivos, estão começando mais tarde e terminando mais cedo, principalmente a noite.
“ Os ônibus não tem horário fixo. A gente imagina um horário aproximado, mas há dias que nem isso é cumprido. Ontem acordei cedo e perdi o primeiro ônibus, que curiosamente passou mais cedo. Esperei muito tempo pelo próximo e cheguei atrasado no Ifal”, revelou o aluno José Duca.
“Quem paga passagem com dinheiro ainda recorre ao transporte complementar, mas os estudantes e trabalhadores que tem cartão ficam reféns do horário incerto dos coletivos”, completou o estudante do Ifal Eli Alves.
Segundo eles, a Real Alagoas teria manifestado o interesse em não ser mais responsável pela linha. O promotor Silvio Azevedo, afirmou que nem a Arsal e nem a empresa de ônibus manifestaram qualquer mudança na responsabilidade da linha e que se o interesse for confirmado a população não vai ficar desassistida.
“Caso isso ocorra, há todo um procedimento a ser seguido até que uma nova empresa possa assumir a linha. Até o momento não houve nenhuma posição oficial sobre isso, vamos continuar acompanhando e atuar sempre que preciso”, ressaltou o promotor.
A documentação com prazo para ser entregue hoje, ainda não chegou ao Ministério Público de Marechal Deodoro. A Arsal informou que o caso ainda está sendo estudado e que, por enquanto, não haverá nenhum posicionamento divulgado.
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