Sumiço de Abinael: investigação aponta possível homicídio relacionado a ligações profissionais
O mistério em torno do desaparecimento do estudante Abinael Ramos Saldanha está mais perto do fim, segundo as primeiras informações repassadas sobre o caso pelo delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Paulo Cerqueira, nesta quarta-feira (22). A Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) comanda os trabalhos em torno do desaparecimento desde o ocorrido, no último dia 15. Duas pessoas já foram detidas e a principal linha de investigação leva a crer que Abinael tenha sido morto por um colega de trabalho.
“Desde o início colocamos o que há de melhor na Polícia Civil, que é justamente a Deic. E fizemos isso quando a informação que chegou até a gente era apenas a de um desaparecimento. Não houve nenhum contato posterior com a família, nenhuma extorsão. O final de semana foi de intenso trabalho. Infelizmente, algumas informações colhidas, levaram a fortalecer a hipótese de que ele não esteja mais vivo”, expos o delegado-geral.
Cerqueira ainda ressaltou que a venda do celular de Abinael acabou fortalecendo uma determinada linha de investigação. Segundo a polícia, o celular foi vendido no dia do desaparecimento do jovem e logo após o caso ganhar repercussão a pessoa que realizou a venda foi até o comprador reaver o aparelho. De imediato os investigadores relacionaram o caso a alguém próximo ao jovem e a partir de então o mistério passou a ganhar seus primeiros encaminhamentos para um desfecho.
A Polícia Civil chegou até a localização do celular através de um programa de rastreamento. O Aparelho está na posse de Jalves Ferreira Rocha da Silva, que foi localizado e preso em uma praça, no bairro do Clima Bom, ainda na noite da última segunda-feira (20). A prisão foi mantida em sigilo e divulgada apenas na noite dessa terça-feira. A segunda pessoa detida foi identificada Alfredo Fragoso Sobrinho, 41. Segundo a família, um dos presos seria conhecido de Abinael. Ambos tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias.
Abinael conduzia um veículo Peugeot 206 de cor preta e placa NMD -1618 quando desapareceu após sair da casa da noiva. Durante esta tarde um outro veículo modelo Pegeout, desta vez de cor bege, passava por análise na sede da Deic, no bairro da Santa Amélia. O delegado responsável pela Deic, Ronilson Medeiros, não confirmou que o veículo tenha relação com o desaparecimento do jovem e se limitou a informar a imprensa que todos os detalhes serão apresentados quando a investigação chegar a um desfecho.
Ronilson também preferiu não comentar sobre as declarações dadas a imprensa pelo delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, que adiantou o fortalecimento de um suposto homicídio motivado por questões referentes a empresa onde ele trabalharia com um colega investigado.
“Não tomei conhecimento das declarações prestadas pelo diretor-geral, mas todas as informações serão passadas adiante. Se vocês acompanharem a nossa metodologia de trabalho vão verificar que atuamos dessa forma, sempre com muito cuidado nas informações repassadas”, ressaltou Ronilson Medeiros em entrevista.
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