Alagoas registra mais de dois mil novos casos de AIDS entre 2010 e 2015
Estatísticas demonstram que casos cresceram em todo o estado e preocupa médicos
A Organização das Nações Unidas (ONU) espera acabar com a AIDS até 2030, mas segundo dados divulgados pelo órgão na última terça-feira (12), os últimos números mostram tendências contrárias. Além de um decréscimo modesto em todo o mundo nos primeiros 10 anos do século 21, o órgão identificou um aumento nas estátísticas da América Latina e consequentemente brasileira. Segundo o balanço, enquanto em 2010, o Brasil notificou 43 mil novos casos de AIDS, em 2015, essa taxa subiu para 44 mil.
Em Alagoas, os resultados não são diferentes. Segundo dados fornecidos pela Secretaria de Saúde do Estado de Alagoas (Sesau/AL), em 2010, o estado obteve 343 novos casos da doença, enquanto que em 2015, o número de pessoas acometidas pela síndrome quase que dobrou, totalizando 602. E os números não param. Entre 2010 e 2015, 2.678 notificações de AIDS foram registradas no Estado. Destas, 809 resultaram em morte.
Segundo a Sesau, a banalização do uso do preservativo é o principal fator que levou ao crescimento da doença. No entanto, as notificações crescem devido à oferta de testes de diagnóstico rápido, que também tem crescido.
À ONU, as estatísticas apresentadas no Brasil são motivos para preocupação. "O Brasil sozinho conta com mais de 40% das novas infecções de AIDS na América Latina", alertou a Unaids.
No que diz respeito aos dados mundiais, o órgão também se mostra preocupado. "Estamos soando o alarme", disse Michel Sidibé, diretor-executivo da UNAids. "O poder da prevenção não está sendo realizado. Se houver um aumento de novos casos de infecção agora, a epidemia será impossível de ser controlada. O mundo precisa tomar medidas urgentes e imediatas", alertou.
A organização considera os números alarmantes e alerta que as ações de prevenção podem estar falhando. Ela lembra também que o avanço da doença ocorre no mesmo momento em que as doações internacionais sofreram quedas importantes. Em 2013, elas foram de US$ 9,7 bilhões. Mas caíram para US$ 8,1 bilhões em 2015. No ano passado, US$ 19,2 bilhões eram necessários para lidar com a doença.
População vulnerável
Ainda de acordo com os dados da secretaria, a população com baixa escolaridade, na faixa de 20 a 39 anos é a mais vulnerável no estado. E as estatísticas também derrubam o mito de que a AIDS é uma doença atribuída aos homossexuais. Em Alagoas, ela atinge em sua maior parte, os heterossexuais, e logo após os bissexuais.
Os municípios com maiores incidências são, Maceió, Arapiraca, União dos Palmares, Rio Largo, Matriz do Camaragibe, São Miguel dos Campos, Marechal Deodoro, Palmeira dos Índios e Penedo. Dos quais, mais de um milhão de reais é distribuído a esses municípios para investir em tratamento e prevenção.
A Sesau afirma que tem trabalhado com ações de prevenção, diagnóstico e manejo clínico para o combate a AIDS. Dentre essas ações, as seguintes: •.
• ampliação do acesso da população aos Insumos de prevenção, disponibilizando-os em locais com maior privacidade e fluxo de pessoas.
• ampliação de capacitações dos profissionais de saúde para ofertar o teste rápido nas UBS
• monitorando da implantação da oferta da testagem nas UBS e monitorando o aumento da realização dos testes
• monitorando as gestantes HIV+ e suas crianças expostas desde a ida na maternidade até a conclusão do caso com vistas a redução da transmissão da mãe para filho.
• monitoramento dos pacientes que dão entrada no serviço e ainda não pegou o Antirretroviral,etc.
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