Defesa de Dilma retira testemunha e pede que outra seja apenas informante
A defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, no processo de impeachment, pediu nesta sexta-feira (26) a dispensa da ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck, que era uma das seis testemunhas. Também foi pedido que outra testemunha seja ouvida como informante.
Prevendo que senadores a favor do impeachment fariam o pedido de suspeição da testemunha, o advogado e ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que faz a defesa de Dilma, disse que não queria expor Dweck à "vingança" dos senadores da base aliada do presidente interino, Michel Temer, que teriam ficado irritados com o fato de uma das testemunhas de acusação ter virado informante ontem.
"Percebo que haverá uma intenção de desqualificar, aí sim, pessoalmente, a professora Esther Dweck", afirmou Cardozo. "Eu não vou expor a figura de uma professora universitária a um tipo de execração política por represália, portanto a defesa retirará a testemunha Esther Dweck."
Os favoráveis ao impeachment afirmaram que Dweck estaria sendo contratada pelo gabinete da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o que poderia configurar aliciamento de testemunha.
"A professora Esther Dweck não está nomeada no meu gabinete, não tem vínculo com o Senado e eu requisitei, sim, a professora Esther Dweck, que é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para assessorar a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Fiz isso no dia 24 de maio, quando solicitei a nomeação", afirmou Hoffmann.
"Eu não posso ficar calada aqui e ouvir que eu estou tentando fazer aliciamento de testemunha. Ora, senhor presidente, a professora Esther Dweck é parte integrante desse processo."
Testemunha será ouvida como informante
Cardozo também pediu que outra testemunha de defesa, o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Tributário, Ricardo Lodi, seja ouvido como informante "pelo fato de ter atuado como assistente de perícia".
Mais cedo, a senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou que Lodi tem "procuração da presidente afastada para representá-la perante o Tribunal de Contas da União".
Lodi ainda será ouvido, mas na prática seu depoimento não será anexado como prova ao processo. Ele também não faz o juramento de que dirá a verdade, como testemunhas fazem.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que comanda o julgamento no Senado, ainda não se pronunciou sobre o pedido da defesa de Dilma.
Últimas notícias
Laboratório OxeTech Penedo abre inscrições para cursos gratuitos de tecnologia
Justiça condena policiais envolvidos em homicídio e ocultação de cadáver de Davi da Silva
Programa Planta Alagoas beneficia 600 agricultores familiares de Penedo
Câmara Municipal empossa mais sete servidores aprovados no concurso público de 2024
Leonardo Dias denuncia possível greve na Saúde: “infelizmente, não me surpreende”
Jovem suspeito de tentativa de homicídio morre em confronto com a polícia em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
