Caso Alvandir: defesa desmente motivação do crime apresentada pelo acusado
Para o advogado da família da vítima, motivação do crime é "falaciosa e absolutamente surreal"
O advogado de defesa da família do cabeleireiro Cícero Alvandir de Moraes, encontrado morto no dia 20 deste mês, dentro do seu próprio salão de beleza, no bairro do Prado, em Maceió, emitiu uma nota à imprensa na manhã desta terça-feira (27), após coletiva de esclarecimento do caso ocorrida na manhã de ontem (26).
A defesa desmentiu a motivação do crime apresentada pelo acusado e afirmou que a versão é "falaciosa e absolutamente surreal". De acordo com o depoimento do menor, o adolescente foi contratado pela vítima para um programa sexual e deveria receber o pagamento por isso. No entanto, segundo o assassino confeso, Cícero Alvandir não pagou o valor acordado, o que resultou em uma discussão.
"Lamentavelmente a vítima não está mais neste plano para se defender. Todavia, as provas indiciárias colhidas até aqui, demonstram indubitavelmente que o assassino confesso busca desqualificar a vítima, com o intuito de atenuar sua culpa, o que não será possível.O assassino na verdade agiu de forma torpe e covarde, ceivando a vida da vítima, com quem se relacionava, com golpes de arma branca, em seu próprio lar", seguiu a nota.
O caso
O corpo do cabeleireiro Cícero Alvandir de Moraes foi encontrado em avançado estado de decomposição no dia 20 deste mês dentro do seu próprio salão de beleza, localizado no bairro do Prado, parte baixa de Maceió.O local onde o corpo foi encontrado estava totalmente revirado e com marcas de sangue nas paredes e nos cômodos.
Após investigações do coordenador da Delegacia de Homicídios da Capital, delegado Fábio Costa, o adolescente utilizou uma faca de mesa para o crime.Os golpes atingiram o pescoço da vítima, que tentou se defender e ainda conseguiu tirar a arma do pescoço. O cabeleireiro atingiu o suspeito nos dois braços com um objeto não revelado pela polícia. Após uma luta corporal, Alvandir não resistiu aos ferimentos e morreu dentro da residência.
Durante coletiva, a polícia informou também que testemunhas afirmaram que o adolescente já conhecia o cabeleireiro e que inclusive, o menor mantinha um relacionamento amoroso com um amigo de Cícero. Na versão deste amigo, o adolescente costumava roubar as pessoas com quem saía, e que interrompeu o caso com ele quando flagrou ele roubando seus objetos.
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