Digitais de alagoano morto em blitz não devem ser encontradas em arma
A perícia realizada na arma apreendida depois da morte do jovem Cícero Maximino, durante ação policial em uma blitz na Paraíba, não deve identificar as impressões digitais do adolescente. A informção é do delegado Reinal Nóbrega.
Segundo informações do delegado, o motivo para a não identificação das digitais da vítima seria o fato de a arma ter sido manuseada por várias pessoas, e que, portanto, a perícia estaria prejudicada.
"Ela [arma] não foi apreendida em poder do estudante, mas sim encontrada no local. Então a gente não pode nem fazer uma perícia para confronto de digitais porque ela foi manuseada por várias pessoas. Então essa perícia já está descartada”, argumentou Nóbrega.
Com a perícia de identificação das digitais descartadas, o Instituto de Polícia Científica (IPC) investigará quem foi o primeiro comprador do revólver, o fabricante, se houve permuta, se foi adquirida de forma lícita ou ilícita e se estava apta para efetuar disparos.
Com relação a arma do policial, o delegado afirma que não haverá perícia dela, pois não existem mais dúvidas de que o disparo que vitimou Cícero Maximino partiu dela.
Nessa segunda-feira (24), o caso foi passado para a coodernação do delegado Giovani Giacomelli. Segundo ele, a investigação segue a linha de que o disparo da Polícia Militar foi uma ação de defesa. E acrescentou que a mochila encontrada pela Polícia Militar no local da morte com celulares e documentos, "de terceiro", não teria sido entregue a Polícia Civil.
O outro jovem envolvido ainda não testemunhou sobre o caso até esta segunda-feira (24). O delegado destaca a necessidade do depoimento dele. “É muito importante a família e o condutor se apresentarem para que contem sua versão. Quanto mais cedo melhor”, disse à reportagem do G1 da Paraíba.
O prazo para o término da perícia é de 10 dias.
O caso
Cícero Maximino da Silva Júnior foi atingido por um tiro no pescoço quando passava por uma blitz na Avenida João Maurício, na orla da praia de Manaíra, em João Pessoa, na sexta-feira (21). A Polícia Civil assumiu a investigação e aguarda imagens de câmeras de segurança da região que possam ajudar a entender como tudo aconteceu. O amigo do jovem morto pela PM nega o porte de arma e diz que não viu a blitz.
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