Trump diz que deixará suas empresas para se dedicar exclusivamente à Presidência
O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (30) que deixará todas as suas empresas e atividades econômicas de lado para se dedicar exclusivamente à Presidência dos Estados Unidos. Em mensagens no Twitter, o magnata republicano, que venceu as eleições à Casa Branca no dia 8 de novembro, disse que abandonará temporariamente sua carreira empresarial para "não ter conflitos de interesse" e "trabalhar para tornar a América grande de novo". As informações são da Agência Ansa.
Trump disse que mais detalhes sobre seu afastamento das empresas serão fornecidos em uma coletiva de imprensa no dia 15 de dezembro, da qual participarão seus filhos. "Apesar de não ser obrigado, por lei, a fazer isto, acredito que, como presidente, é importante evitar conflitos de interesse com meus negócios", escreveu o bilionário. Aos 70 anos, Trump se tornará o homem mais velho a assumir a Presidência dos EUA no próximo dia 20 de janeiro.
Ex-apresentador do reality show The Apprentice (O Aprendiz), o republicano é mundialmente famoso pelas suas empresas, como a Trump Entertainment Resorts, que opera vários cassinos e hotéis pelo mundo. Ele também atua no setor imobiliário, no qual ocupa uma importante fatia do mercado norte-americano.
"Os documentos estão sendo preparados para que eu saia completamente das operações legais das empresas. A Presidência dos EUA é uma tarefa muito mais importante", disse Trump. Ele também tem anunciado aos poucos os nomes que formarão seu gabinete. Ontem, ele confirmou Elaine Chao para a Secretaria de Transportes. De origem chinesa, Chao foi secretária do Trabalho durante o governo de George W. Bush e é casada com o líder republicano no Senado, Mitch McConnell.
O investidor e milionário norte-americano Wilbur Ross será o secretário de Comércio de Trump, de acordo com informações passadas pelo banqueiro do Goldman Sachs, Steven Mnuchin, em uma entrevista à rede de televisão americana CNBC. Aos 78 anos de idade, Ross é considerado o "rei das falências" pela sua atuação na compra e venda de empresas em crise mas com potenciais de recuperação. Mnuchin, por sua vez, ocupará a pasta do Tesouro.
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