Alimentação adequada previne osteoporose e auxilia no tratamento de doentes
Doença pode ser controlada e evitada com a ingestão correta de alimentos ricos em nutrientes
Fraturas com pouco ou nenhum trauma, mais frequentemente no punho, fêmur, colo de fêmur e coluna, dor ou sensibilidade óssea e postura encurvada. Esses são alguns dos sintomas da osteoporose, doença silenciosa que tem na alimentação adequada um dos pontos fundamentais não só no tratamento, mas, sobretudo, na sua prevenção.
A nutricionista Ana Patrícia Tojal de França explicou que o cálcio e a vitamina D são fundamentais na alimentação das pessoas, por evitar o desenvolvimento da doença e manter os ossos fortes. Segundo ela, o leite e seus derivados são as principais fontes de cálcio. “Um baixo consumo desses alimentos pode predispor o surgimento da osteoporose”, completou.
Para as pessoas que não são muito adeptas de tomar o leite puro, a especialista orienta variar o uso com seus derivados ou criando refeições mais produzidas como suflês, sopas, ou mesmo vitaminas e sucos.
“Hoje já se sabe que uma dieta pobre em cálcio e em vitamina D, desde a infância, interfere na formação da matriz óssea do adulto, sendo um fator de risco para a osteoporose. Alimentos ricos nos nutrientes devem fazer parte da alimentação desde a infância”, lembrou.
Além do leite e seus derivados, o cálcio pode ser encontrado também em algumas leguminosas como soja, nozes e nos peixes, principalmente sardinha, e salmão e vegetais de folhas verde-escuras, como couve e a brócolis.
Segundo a nutricionista, a vitamina D auxilia na absorção do cálcio. “Alimentos como a gema de ovos, sardinha, atum, fígado, o leite novamente e seus derivados são importantes, já que a absorção do cálcio depende dessa vitamina. Ela também pode ser ingerida como suplemento, quando necessário”, afirmou.
Outro fator importante na prevenção e, também, no tratamento da doença é a atividade física. “Praticar exercícios é relevante em qualquer momento da vida. Em pacientes com osteoporose, eles devem ter impacto mínimo. Em alguns casos, sua indicação vai depender do grau da doença. É preciso observar o grau de comprometimento ósseo do paciente com osteoporose.
Em algumas fases, bem avançadas, o paciente pode ter risco de fraturas. Por isso, todos devem ser avaliados por um médico e, depois de liberados para as atividades físicas, o ideal é procurar orientação de um educador físico para o exercício não ser um fator de risco”.
Ana Patrícia ainda acrescentou que entre os fatores de risco estão a hereditariedade, a idade (maioria idosos), uso de determinada medicações e fatores hormonais.
“A prevenção deve ocorrer desde a infância, de uma forma preventiva para se evitar o surgimento da doença na vida adulta ou minimizar os efeitos da doença. Os pais devem cuidar da alimentação dos seus filhos, estimulando uma dieta saudável e rica em cálcio”.
Os objetivos do tratamento da osteoporose é controlar a dor, retardar e interromper a perda óssea, além de prevenir as fraturas.
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