Após greve, Correios de Alagoas realizam mutirão para fazer entregas atrasadas
O Sindicato dos Correios de Alagoas (Sintect-AL) anunciou que os trabalhadores estão realizando as entregas que ficaram acumuladas durante o período de greve da entidade. O mutirão que começou na manhã desta terça-feira (9) envolve dezenas de funcionários do setor operacional e devem entregar todas as encomendas atrasadas dentro de duas semanas.
Após 12 dias em greve, a prioridade dos correios agora é colocar em dia as entregas atrasadas no estado. A solução encontrada foi pagar os funcionários com horas extras e realizar um mutirão, já que há uma grande quantidade de cargas atrasadas, por isso as entregas também serão realizadas em dois sábados.
A medida foi adotada pela maioria dos sindicatos de trabalhadores dos Correios do país. No último fim de semana, mais de 14 milhões de cartas e quase 6 milhões de objetos foram entregues em todo país, durante um mutirão.
Fim da greve
Dos 36 sindicatos que representam a categoria pelo menos 33 decidiram pelo fim da paralisação - 12 deles em assembleia na sexta-feira (5) e 17 em reuniões nesta segunda-feira (8).Em Alagoas a negociação com o sindicato terminou na última segunda (8), já que a proposta dos Correios demorou para sair. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Correios de Alagoas , Alysson Guerreiro, alguns tópicos da proposta foram analisados. Dentre eles, o fechamento de agências e demissões em massa.
Inicialmente os Correios queriam fechar cerca de 250 agências no país, mas a proposta esta sendo debatida pelos sindicatos que pediram reavaliação da medida. Já em relação as demissões, a empresa pretendia desempregar mais de 25 mil trabalhadores, mas os sindicatos conseguiram negociar a situação alegando que as populações das grandes cidades e principalemente dos interiores seriam drasticamente prejudicadas com a mudança.
“ A área operacional é que tem menores salários, ela é de baixo custo para a empresa mas também é a que fica responsável pelas entregas. Por isso pedimos para que as demissões fossem reavaliadas e desfocamos essa situação mostrando o impacto negativo que isso geraria para a população” Explicou o vice-presidente.
Os Correios enfrentam uma severa crise econômica e medidas para reduzir gastos e melhorar a lucratividade da estatal ainda estão pauta. Nos últimos dois anos, os Correios apresentaram prejuízos que somam, aproximadamente, R$ 4 bilhões. Desse total, 65% correspondem a despesas de pessoal.
No dia 20 de abril, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, afirmou que os Correios não têm condições de continuar arcando com sua atual folha de pagamento e contratou um estudo para calcular quantos servidores teriam que ser demitidos para que o gasto com a folha fosse ajustado.
Na última quinta-feira (4), no entanto, foi anunciada a escolha da organizadora do próximo concurso dos Correios para as áreas de saúde, segurança e engenharia para os cargos de auxiliar de enfermagem do trabalho júnior, técnico de segurança do trabalho júnior, enfermeiro do trabalho júnior, engenheiro de segurança do trabalho júnior e médico do trabalho júnior.
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