Alagoas concentra 66% de crianças e adolescentes em situação de pobreza, diz estudo
De acordo com o estudo, a região Nordeste concentra o maior número de crianças e adolescentes pobres

Um levantamento realizado pela Fundação Abrinq, divulgado nesta terça-feira (25), mostrou que 66% das crianças e adolescentes de Alagoas, de zero a 14 anos, se encontra em situação de pobreza. O estudo compara a situação da infância no Brasil com as metas assumidas pelo país nos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).
Segundo o relatório, que tem como base os dados de 2015, a região Nordeste concentra o maior índice de crianças e adolescentes nessa condição, com 60,6% de jovens pobres. Os percentuais menores aparecem nas regiões Sudeste (27,8%), Centro-Oeste (28,4%) e Sul (23,1%).
São consideradas pobres as famílias com renda de até meio salário mínimo per capita, ou seja, de no máximo R$ 394 por pessoa (utilizando como referência o salário mínimo em 2015, de R$ 788).
Além de Alagoas, os estados com maior percentual de crianças e jovens pobres são Maranhão (62,4%), Ceará (61%), Bahia (60,8%) e Pernambuco (60,5%). Já os cinco com menor percentual são o Rio Grande do Sul (24,9%), Paraná (24,5%), São Paulo (21,2%), Distrito Federal (20,2%) e Santa Catarina (17,7%).
Norte e Nordeste concentram jovens em pobreza extrema
Em todo o Brasil, 13,5% dos menores de 14 anos se encontram em situação de pobreza extrema, ou seja, em famílias com renda de até um quarto do salário mínimo per capita.
Os maiores percentuais dessa condição também estão nas regiões Norte (19,7%) e Nordeste (26,3%). A diferença dessas em relação às demais regiões do país é grande: mesmo somados, os índices de jovens em pobreza extrema nas regiões Sudeste (5,99%), Sul (5,2%) e Centro-Oeste (5%) não chegam ao valor encontrado para o Norte ou para o Nordeste.
Entre os Estados brasileiros, o Maranhão é o que registra o maior percentual de crianças menores de 14 anos de idade na condição de pobreza domiciliar extrema (35,2%). Em seguida, aparecem o Ceará (28,6%), Alagoas (28,3%), Bahia (24,7%) e Pará (23,9%).
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