Pesquisa aponta estagnação de consumo entre junho e julho em Maceió
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio nesta terça-feira (25), revelou que o consumo das famílias maceioenses está estagnado, com 80,2 pontos. A partir desse momento, as variáveis macroeconômicas, em relação à renda e ao emprego, serão determinantes na economia maceioense para retomar ou não as compras dos indivíduos.
Entre julho e junho, a redução do consumo praticamente não existiu (- 0,25%). Quando comparamos com o mesmo mês de 2016, a diminuição do consumo das famílias é de 4,86%. O melhor mês de consumo esse ano foi fevereiro com 94 pontos, comparado com julho, a redução é de 14,7%.
A pesquisa aponta que os maceioenses estão mais inseguros com relação à manutenção de seus postos de trabalho uma redução de 2,7%, em comparação ao mesmo período do ano passado.
“Obviamente, isto afeta a perspectiva profissional, tanto do ponto de vista de melhora de seu posto de trabalho quanto da ascensão dentro da empresa”, explicou o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Felippe Rocha. A redução das perspectivas profissionais é de 5,7% em relação a julho do ano passado.
O Governo Federal comemorou o resultado pontual de deflação, em 0,23%, no mês de junho, e o resgate da atividade industrial, em 0,8%. Isso devido ao bom momento brasileiro na produção externa. Contudo, os dados apontam outra realidade para a economia alagoana. A geração de riqueza no Brasil apontou retração, em maio, de 0,53%.
É importante ressaltar que o efeito positivo da menor velocidade de aumento dos preços (em alguns casos redução efetiva), será diluída pelo aumento da tributação do PIS/Cofins em relação aos combustíveis – gasolina, diesel e etanol. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nota informando que o efeito em cadeia, ou seja, o aumento de diversos custos será de 0,61% ao longo do ano.
Em Alagoas, Felippe destacou que o FGTS inativo não estimulou a redução da inadimplência. “Isso ocorre porque os desempregados, enquanto não têm condições de pagar as contas anteriores referentes ao uso de cartões, empréstimos ou outros tipos, acabam priorizando os itens de necessidade básica, como alimentação, água e energia. Não surtindo efeito no consumo de mercadorias”, explicou.
Os dados das Contas Nacionais do IBGE, sobre o primeiro trimestre de Maceió, indicam uma taxa de desemprego que 16,5%. O rendimento médio real das pessoas ocupadas caiu 3,6%. Esses dados reforçam a redução de 5,2% da renda familiar de Maceió, no mês de julho, comparado com o mesmo mês do ano anterior, conforme indica o ICF.
Os dados do ICF foram coletados nos últimos 10 dias de junho deste ano. Foram entrevistados 500 consumidores em diversos pontos de comércio da capital alagoana.
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