Polícia Civil esclarece 70% dos casos de homicídios registrados em Atalaia
Delegado diz que 100% dos inquéritos instaurados este ano foram concluídos
Os números são considerados muito significativos: 100% dos inquéritos instaurados na delegacia distrital de Atalaia (104° DP), nos nove primeiros meses do ano, para a apuração de Crimes Violentos Letais Intencionais – CDLIs -, foram concluídos e 70% deles conseguiram elucidar completamente os crimes e apontar os seus autores à Justiça. Ao todo, foram 23 homicídios, dois latrocínios e duas mortes por resistências à prisão.
O delegado Igor Diego, que comanda a distrital, revela que foram abertas 16 investigações sociais, envolvendo menores, e todas também concluídas. “A soma de inquéritos instaurados na delegacia é de 98 e com muito trabalho e o apoio que recebemos do delegado-geral Paulo Cerqueira, do gerente de nossa região, delegado Carlos Reis, e a colaboração do juiz João Paulo Alexandre e do promotor Sóstens de Araújo Gaia, conseguimos concluir todos eles”, acrescenta.
Com uma população de 52 mil habitantes, Atalaia tem um histórico de violência ao longo dos anos. Em janeiro deste ano, registrou nove homicídios, mas 80% foram elucidados e os autores presos. A partir de maio, a cidade viveu 79 dias sem um único assassinato, porém em setembro os casos voltaram e ocorreram sete homicídios. “Todos já estão esclarecidos e alguns dos autores presos. Esperamos que, com isso, retornemos a um período de tranquilidade sem crimes de morte”, comenta o delegado.
Igor Diego lembra alguns casos rumorosos acontecidos em Atalaia este ano, e que foram elucidados. Um deles foi o da morte do militar Renildo Ferreira, ocorrida durante uma tentativa de assalto a uma van (transporte alternativo) próximo ao povoado Branca de Atalaia. Na troca de tiros, um dos criminosos também morreu e todos os demais envolvidos acabaram presos.
Em outra operação, três suspeitos de cometer assassinatos foram presos no Povoado Ouricuri, na zona rural do município, identificados como Natanael de Souza Nascimento, vulgo “Veinho”, Rafael Gomes de Oliveira, o “Ju’, e Gilvaneide Cândido Gomes, a “Giva” – todos responsáveis pela morte de Everton José da Silva, ocorrida em 15 de março deste ano, naquele povoado. As investigações indicaram que Gilvaneide, companheira da vítima, planejou o crime, executado por “Veinho” e “Ju”, o primeiro supostamente seu amante.
Outro caso esclarecido envolveu a prisão, em São Paulo, de um homem acusado de assassinar sua própria companheira. No dia 12 de abril, ele matou Sandra Maria Rodrigues dos Santos, 40 anos, com uma facada no tórax. Após o crime, ele fugiu da cidade, mas foi localizado e preso em São Paulo, através de uma ação conjunta que contou com o apoio de Polícia Civil paulistana. O acusado será transferido para o estado de Alagoas e responderá pelo crime de homicídio.
“Nossa equipe, que tem como chefe de operações o agente Alex Borges, também tem atuado com sucesso no esclarecimento de crimes praticados contra o patrimônio, combate a drogas e desmantelamento de organizações criminosas”, disse o delegado.
Segundo ele, muitos desses criminosos são oriundos de outras cidades, inclusive Maceió, o que dificulta o trabalho da polícia, mas “a maioria a gente consegue prender”.
“Vamos continuar trabalhando diuturnamente, sempre visando à redução da criminalidade e a tranquilidade da população da cidade”, concluiu o delegado.
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