Renan Calheiros é condenado a perder mandato por juiz de 1ª instância

O senador Renan Calheiros (PMBD-AL) foi condenado pela 14ª Vara Federal de Brasília a perder o mandato e suspendeu seus direitos políticos por oito anos por improbidade administrativa. A sentença foi dada nesta quinta-feira (16) pelo juiz de primeira instância Waldemar Carvalho da 14ª Vara Federal. O senador alagoano pode recorrer da decisão e se manter no cargo até o caso ser julgado.
A informação foi obtida pelo UOL nesta sexta-feira (17) e a mesma apurou que a sentença está relacionada com o caso Mônica Veloso.
Renan Calheiros disse que vai recorrer e que a decisão causou surpresa por ter sido tomada por um juiz de primeira instância. O senador argumentou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já analisou o caso e não o recebeu por falta de provas.
“O Supremo já julgou esse caso e sequer o recebeu por falta de provas. Todos os ouvidos negam os fatos. Por isso, vou recorrer com serenidade a quem cabe a palavra final”, disse Renan Calheiro em crítica ao Judiciário.
Entenda o caso
Renan, em 2017, renunciou à Presidência do Senado porque a jornalista Mônica Veloso, com quem tinha uma filha fruto de um relacionamento extraconjugal, denunciou que o senador pagava a pensão da criança com dinheiro de um lobista da empreiteira Mendes Júnior, Claúdio Gontijo.
O caso rendeu ao menos duas ações judiciais contra o alagoano. Uma delas, que ocasionou a atual condenação, era de caráter civil e foi aberta pelo Ministério Público em 2015, por improbidade administrativa.
Já a outra, foi de caráter criminal e foi enviada ao STF, acusando-o de uso de documento falso, identidade ideológica e peculato – desvio de dinheiro público. Porém, parte dela não foi aceita por falta de provas em 2016, mas o processo ainda está rolando.
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