Polícia Civil apreende mais de duas toneladas de drogas em Alagoas em 2017
Delegado revela que foram 2.523kg de maconha, 22kg de crack e 21kg de cocaína
Investigações realizadas este ano pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), da Polícia Civil, resultaram na apreensão de mais de 2,5 toneladas de drogas, em Alagoas. A informação é do delegado Gustavo Henrique, titular da DRN, acrescentando que as apreensões ultrapassam aquelas realizadas no ano passado.
Segundo o delegado, os dados contabilizados até sexta-feira (15), demonstram que foram apreendidos 2.523 quilos de maconha, 22 quilos de crack e 21 quilos de cocaína, em operações da Polícia Civil, por meio da própria DRN, outras equipes da PC, e também aquelas integradas com a Polícia Militar.
Gustavo Henrique revela que a delegacia que comanda instaurou este ano 290 inquéritos, concluindo 241 deles. Deste total, 230 apontam a autoria do crime, e apenas 11 deles foram concluídos sem autoria. Este trabalho resultou em 425 prisões, sendo 348 homens e 77 mulheres. Além disso, foi apreendida grande quantidade de armas e munições.
O delegado diz que houve várias operações importantes, no período, com a desarticulação de diversas organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas. “Destaco a operação em que foram presos Clebson Vieira da Silva, conhecido como “Quebrado”; Raika Barros Calixto; Jair Marques Pinto Júnior, o “Vaqueiro”; e aprendida uma menor com 17 anos. Foram apreendidos também 377 kg de maconha enviadas para Alagoas por um traficante que se encontra foragido, há quase dois anos, mas ainda continuava remetendo grandes quantidades de drogas para o Estado”, afirmou.
Para Gustavo Henrique, o aumento do número de prisões e apreensões ocorre porque os traficantes passaram a adotar a estratégia de fracionar cada vez mais as drogas, para tentar evitar perdas maiores com grandes apreensões. “Ainda assim, a quantidade de drogas apreendidas é bem maior do que do ano anterior, o que demonstra que a atuação no combate ao narcotráfico tem sido cada vez intensificada pelas forças de segurança do Estado”.
A novidade este ano, de acordo com o delegado, é o aumento na entrada da droga conhecida como Skank, que, na verdade, não se trata de uma droga nova, mas um tipo de maconha mais concentrada, devido a forma como é cultivada. “Enquanto a concentração de THC da maconha comum varia de 2 a 4 por cento, a da Skank varia de 14 a 15 por cento, podendo chegar em certos casos a 30 por cento. Daí também ser conhecido como super maconha”, explica.
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