HGE atendeu 324 pacientes vítimas de tentativa de suicídio em 2017
O último relatório do Núcleo de Epidemiologia do Hospital Geral do Estado (HGE) apontou que, em 2017, a unidade hospitalar registrou 324 atendimentos relacionados às várias formas de tentativas de suicídio. No mesmo período de 2016, o hospital acolheu 299 pacientes.
O levantamento revelou que 194 pacientes foram do sexo feminino e 130 do sexo masculino. O horário de pico à procura por atendimento foi registrado entre 18h às 0h. Considerando esses dados, a psicóloga da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Dayse Costa, apontou que, segundo estudos científicos, o índice de suicídio nos homens é maior, enquanto as tentativas de suicídio são mais incidentes em mulheres.
Entre os fatores de risco associados com o suicídio estiveram: afogamento (5), arma branca (16), arma de fogo (2), corte dos pulsos (24), enforcamento (8), atear fogo no próprio corpo (5), ingestão por produtos químicos (33), pulo de altura (8), envenenamento (64), atropelamento provocado (6) e causa não esclarecida (7). Por outro lado, o uso de medicações, principalmente comprimidos (146), aumentou a impulsividade e, com isso, o risco de suicídio.
A psicóloga orienta que as famílias e amigos íntimos devem se atentar ao chamado comportamento suicida. Começando com o desejo de morrer, passando por acreditar ser essa a melhor decisão, o planejamento, até, por fim, tomar a atitude. Isso porque, há de se considerar esses “avisos”, não subestimando em hipótese alguma a capacidade que alguém tem de cometer suicídio, mesmo as pessoas aparentemente felizes e demonstrando bem-estar.
“Se a pessoa fala que vai se matar, no mínimo isso já passou pelo seu pensamento alguma vez na vida e se ela está externando alguma coisa, ela almeja com esta fala, afetar o outro, nem que seja para chocar. De um modo geral, se a pessoa fala, está demandando algum tipo de atenção e isso não quer dizer que não vá realmente tentar suicidar-se”, esclareceu.
“Quando a pessoa está muito deprimida ou se isola, ou quando começa a distribuir suas coisas, bem como delegar funções aos pais e amigos íntimos, a exemplo cuidar dos filhos e animais de estimação, falar com as pessoas em tom de despedida e até deixar mensagens de adeus nas redes sociais são comportamentos que devem ser observados”, orientou.
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