78 mortos em incêndio numa prisão da polícia na Venezuela
A prisão de PoliCarabobo, a sede da polícia regional, como todos os centros prisionais do país, apresenta níveis significativos de superlotação
elo menos 78 mortos, 10 deles mulheres, seria o saldo de um incêndio depois de uma rebelião que ocorreu nas celas da polícia regional do estado de Carabobo, localizada na cidade de Valência, a duas horas de Caracas, na região central do país.
Embora as autoridades estaduais e nacionais não tenham se manifestado, especialistas na questão prisional concordam que se trata de um dos acidentes mais graves da história penal do país. Especificamente o segundo, depois do incêndio na prisão de Sabaneta, também após uma rebelião, há mais de 20 anos. O silêncio oficial gerou confusão em torno do número final de vítimas.
A prisão de PoliCarabobo, a sede da polícia regional, como todos os centros prisionais do país, apresenta níveis significativos de superlotação. A rebelião aconteceu durante o dia de visitas íntimas. Segundo as informações, os presos teriam capturado um dos soldados de vigilância e tentado tomá-lo como refém, ferindo-o com uma faca. Um dos líderes da rebelião exigiu certas condições das autoridades como requisito para libertá-lo, ameaçando a custódia com uma granada. Como as autoridades não responderam às reivindicações, os internos começaram a queimar colchões para intensificar o protesto. Essa circunstância desencadeou a tragédia.
Os bombeiros e a polícia trabalharam arduamente para abrir buracos nas paredes, que aliviaram a concentração de fumaça e permitiram a saída de outros prisioneiros. O desespero reinava nos arredores do edifício entre os parentes dos presos presentes à visita. Os sobreviventes — sufocados, convalescentes, prestes a desmaiar — foram colocados nos pátios internos. Há um número indeterminado de feridos. Bombeiros dos municípios de Valência e San Diego lutam ativamente contra o fogo. A maioria das vítimas, segundo relatos, morreu por asfixia.
Porta-vozes da oposição e dirigentes de ONGs apontaram diretamente Iris Varela, ministra de Assuntos Penitenciários, e um dos quadros mais raivosamente radicais do chavismo, como responsável política pela tragédia. Nem Varela, nem Maduro, nem o governador de Carabobo, Rafael Lacava, se manifestaram sobre o acontecimento.
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