Instituto criado para defender acusados pela Lei Maria da Penha revolta internet
A fundação de um instituto para “amparar” homens acusados de agressão, ameaça, ou qualquer outro crime com base na Lei Maria da Penha, tem deixado muita gente sem acreditar que isso realmente seja verdade. O choque, seguido de revolta, surgiu após uma entrevista no site BuzzFeed, na tarde desta quarta-feira (20), do fundador do Instituto Homem, Luiz Gonzaga de Lira.
Para ele, o homem que foi obrigado pelo juiz a sair de casa, em um prazo de 48 horas, fica desamparado, vulnerável e precisa de ajuda para voltar à posição de ‘chefe’ e ‘salvar a família’. “Essa lei está prejudicando toda a família. Como o homem ainda é considerado o chefe e está desorientado, a família está se acabando”, justificou Lugon, como é conhecido.
A proposta é fazer um sopão para as “vítimas de acusação da Lei Maria da Penha”, uma consultoria estética e dar um banho de roupa nova para, segundo o fundador do Instituto Homem, “a mulher aceitar ele de volta”.
Repercussão
A fundação do Instituto, encarada pelo fundador como “excelente”, tem sido bastante criticada nas redes sociais. No Twitter, a medida foi encarada como um retrocesso e comparada aos primórdios da civilização.


No Facebook, a revolta foi igual. A maioria dos comentários na publicação da matéria foi de mulheres. Muitas disseram não acreditar no que estavam lendo e outras aproveitaram para trazer à tona dados da violência doméstica.

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