Consumo das famílias aumenta e indicador registra o melhor desempenho do ano
Em comparação a abril, crescimento foi de 13,61% e, em relação a maio de 2017, foi 19,39% superior
A movimentação de compras para o Dia das Mães e a pré-venda de itens para a Copa do Mundo e para os festejos juninos colocaram o mês de maio como o melhor de 2018 em consumo. É o que revela a pesquisa de Intenção de Compras das Famílias (ICF) realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com o Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento de Alagoas (Instituto Fecomércio AL).
Mesmo num período em que o país sentia os impactos da greve dos caminhoneiros, a simbologia do Dia das Mães manteve a expectativa de vendas do comércio e teve efeito positivo no consumo da capital alagoana – conforme já antecipava a pesquisa de do Instituto para a data. Em comparação a abril, o consumo cresceu 13,61% e, em relação a maio de 2017, foi 19,39% superior.
Embora a data comemorativa tenha sido positiva para o consumo, os entrevistados não andam otimistas em relação aos empregos: a perspectiva sobre a manutenção do emprego atual decresceu 3,1% e a de melhora profissional caiu 7, 1%, quando comparadas a abril do ano passado. “Isso significa que, dado às repercussões político-econômicas das manifestações, da baixa atividade industrial e comercial, os consumidores estão com receio de que o ano que deveria ser de crescimento, acabe sendo mais um ano de estagnação”, avalia o assessor econômico da Fecomércio, Felippe Rocha.
Apesar de se sentirem um pouco mais inseguros em seus empregos, os entrevistados disseram sentir uma melhora relativa dos consumidores em termos de renda atual, tendo este indicador apontado um crescimento de 5,7% em relação a maio do ano passado. “Essa sensação de melhora na renda e a importância simbólica do Dia das Mães parecem ter motivado os consumidores a irem às compras. E isso fica perceptível quando percebemos que, em comparação a maio passado, houve um acréscimo de 32% na demanda pelo crédito, evidenciando que a grande maioria das aquisições do mês foi feita por meio do crédito”, explica o economista.
De acordo com Felippe, com a renda maior e utilizando mais crédito para consumo, o nível de consumo atual da população está 28,9% superior ao mesmo período de 2017. Essa informação pode ser cruzada com os dados da Pesquisa Mensal do Comércio que aponta que as vendas no varejo dos últimos 12 meses, em Alagoas, estão 7,5% maior. E, mesmo com crise e desconfiança sobre seus postos de trabalho, os consumidores da capital alagoana apontam que pretendem continuar consumindo mais do que no mesmo período do ano passado, elevação de 31,8%. Esse momento do consumo também atinge a aquisição de bens duráveis, móveis e eletrodomésticos, que está 47,5% superior ao mesmo mês do ano passado.
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