Ufal lamenta morte do dramaturgo Pedro Onofre
Ele era Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Alagoas
A comunidade universitária da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) lamenta a morte do jornalista, escritor, poeta e dramaturgo Pedro Onofre, ocorrida na noite desta quarta-feira (4), aos 82 anos de idade. O corpo está sendo velado no cemitério Campo Santo Parque das Flores, na Avenida Durval de Góes Monteiro e o sepultamento está marcado para 16 h.
Pedro Onofre, pai do professor da Ufal Sérgio Onofre, recebeu o título de Doutor Honoris Causa, aprovado pelo Consuni, em 2012, pela importante contribuição artística ao estado de Alagoas. A trajetória profissional do alagoano que fundou o Centro de Estudos Cinematográficos de Alagoas inclui a dedicação ao teatro, ao rádio e à literatura. Ele se destacou como diretor de 29 espetáculos, além de atuar na gestão de instituições e órgãos culturais do Estado.
Os palcos do teatro receberam o ator Pedro Onofre em quase duas dezenas de peças, entre as quais destacam-se: A história de Noé; Cabaré, de Karl Valentin; A Beata Maria do Egito, de Rachel de Queiroz; e O idiota, de Fiódor Destoiévski.
Dirigir espetáculos foi uma das paixões do poeta que mostrou o talento em Terra maldita, de sua autoria, que também encenou, aos 70 anos, sendo a peça de maior sucesso de público; O Galo de 3 pernas; Os fuzis da senhora Carrar; Lampião e O Auto da Compadecida.
No cinema, Pedro Onofre transformou Terra maldita em longa-metragem, precedido por O suicídio (2007); Homens e feras (1995) e Nas trevas da obsessão(1970). O currículo também é recheado com outras seis obras no formato de documentário, além de publicações literárias e artigos em jornais.
Recentemente, Pedro Onofre teve participação no filme independente Em busca da Tronco, do cineasta alagoano Joaquim Alves, que narra a história de um padre com Esclerose Lateral Amiotrófica (Ela).
Em nota nas redes sociais, o professor Sérgio Onofre, ressaltou a paixão do pai dele pela produção artística e pela família. “Ele foi com a paz e a tranquilidade de quem cumpriu sua missão, de quem criou e viu seus filhos e filhas formados e encaminhados na vida, além de netos e netas percorrendo caminhos similares. Com a certeza de quem produziu, e produziu muito, e em quase todos os campos e linguagens artísticas”, lembrou.
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