Jornal de SP refaz passos de Graciliano nos 80 anos do clássico Vida Secas
“Vidas secas” é um dos monumentos literários alagoanos
O título original que Graciliano Ramos havia dado ao seu mais conhecido romance era “Um Mundo Coberto de Penas”. O romance foi lançado em 1938 com o nome tão conhecido hoje Vidas Secas, não por decisão do escritor, mas por insistência de seu editor José Olympio e seu irmão Daniel.
Vidas Secas vendeu mais de dez milhões de cópias, e não há como saber se foi pelo efeito da mudança de título. Mas o clássico alagoano tem versões traduzidas em pelo menos três idiomas e até hoje faz parte de um grupo distinto de clássicos da literatura brasileira.
O livro é um dos principais pedidos de leitura nos maiores vestibulares do Brasil. Marcando os 80 anos do lançamento do livro que deu vida a Fabiano, Sinhá Vitória, “O menino mais velho”, “O menino mais novo” e principalmente a cadela Baleia. O jornal O Estado de São Paulo lançou uma série de reportagens especiais após viajar 450 quilômetros por cidades alagoanas onde Graciliano viveu, como Quebrangulo e Palmeira, e outras, como Minador do Negrão, cenário da filmagem do longa-metragem dirigido por Nelson Pereira – além de Buíque, em Pernambuco, onde a família de Graciliano viveu alguns anos durante a infância do escritor.
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