O que os programas dos candidatos em AL falam sobre políticas públicas para mulheres e LGBTs
Alagoas entra no ranking como o estado que mais mata essas parcelas da população
Alagoas registrou só no primeiro trimestre deste ano a morte de 9 LGBTs, segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB). Os números revelam a notável necessidade do Estado em investir em políticas voltadas a esse tema. Chegando ao fim das matérias que tratam dos assuntos esquecidos nos debates com os candidatos ao Governo de Alagoas, abordamos hoje (04) as políticas públicas ligadas a essa parcela da população e as mulheres.
Basile (PSOL) destaca em seu plano de governo que “a necessidade de políticas públicas que assegure uma considerável diminuição da violência contra mulheres e contra a população LGBT, pois todos devem ser tratados com igualdade e respeito, inclusive com igualdade de oportunidade.”, também é evidenciado a criação de uma delegacia especializada no combate a esse tipo de intolerância, garantir aos LGBTs à justiça, criação de defensorias públicas especializadas para o atendimento das vítimas de crime de ódio.
Já Renan Filho (MDB) garante ampliar a redes de proteção aos LGBTs e as atividades de integração das instituições de Segurança Pública, e o incentivo à participação da sociedade no combate à violência e à criminalidade.
Josan Leite do PSL não traz proposta nenhuma a esta área e Pinto de Luna (PROS) não tem plano de governo registrado no site do TSE.
Alagoas está entre os cinco estados com os maiores índices de feminicídio no país, foram 76 mulheres mortas somente ano passado, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado.
Basile (PSOL) garante em seu plano estadual: “destinação de verbas específicas para políticas públicas para as mulheres”, sendo elas para criar uma rede estadual de assistência às mulheres cis e trans em situação de violência, construção de Casas abrigo para mulheres em situação de violência. Em Alagoas isso é uma urgência já que atualmente, existe apenas uma em funcionamento para todo o Estado e Delegacias de mulheres que funcionem com toda a estrutura adequada, 24 horas e nos finais de semana.
Renan Filho (MDB) cita em seu plano: estruturar e fortalecer a política de Direitos Humanos, fortalecer ações voltadas para pessoas com deficiência, fortalecer a Rede da Mulher em Situação de Violência, ampliar ações voltadas para o empoderamento feminino e políticas para as mulheres.
Josan Leite mais uma vez não traz propostas para essa área e Pinto de Luna não tem plano de governo registrado no TSE.
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