UFAL se livra de operação, mas não de ataques e pichação
Pichações e intimidações marcaram esses dias na instituição pré segundo turno presidencial
Estudantes e professores de universidades públicas no Brasil relataram a presença fiscais de tribunais regionais eleitorais e policiais em seus campus, após mandatos judiciais expedidos pela Justiça Eleitoral para retirar supostas propagandas irregulares e inibir manifestações. De acordo com a assessoria de comunicação da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a instituição não foi alvo desse tipo de ação, por enquanto.
Mesmo não sendo alvo desta operação, a universidade foi cenário de ataques de intolerância política nesses dias que antecedem o segundo turno da eleição presidecial. Uma pichação homofobica foi encontrada no banheiro do Centro de Ciências Agrária (Ceca), além de casos de intimidação de eleitores do candidato Bolsonaro a estudantes e servidores que se opõem ao candidato do PSL.
Os relatos de fiscais e policiais nas Universidades foram coletados no Rio de Janeiro, Paraíba, Pará, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Os policiais disseram estar apenas cumprindo ordens judiciais e os juízes, por sua vez, afirmaram estar seguindo a legislação eleitoral, mas estudantes, professores e outras entidades da sociedade civil denunciaram abusos e acusaram a operação de censura.
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