IMA/AL analisa fardos encontrados em praias da costa alagoana
Os ‘pacotes’ chamaram a atenção da população e são formados por uma espécie de borracha sintética prensada
Mais de 70 pacotes, com cerca de 100 kg cada um, contendo uma espécie de borracha sintética, apareceram em praias da costa alagoana nos últimos dias. O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) fez as primeiras análises para verificar se havia algum risco para a população e recomenda às prefeituras que façam o recolhimento e armazenagem em local apropriado.
No dia 25 os técnicos do IMA/AL e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tiveram o primeiro contato com os ‘pacotes’. Imediatamente perceberam que se tratava de material sintético e não biológico, até então já havia rumores de que poderia ser couro de algum tipo de animal.
Em seguida, no dia (26), os técnicos dos setores de Laboratório e do Gerenciamento Costeiro iniciaram as análises. Segundo o gerente de Laboratório, Manuel Messias, foram recortadas amostras e realizada a queima localizada. “Não se trata de látex e sim de uma borracha sintética, derivada de petróleo. A base é o hidrocarboneto. Aparentemente, parece que era borracha compactada e já pronta para uso”, comentou Messias.
Outro ponto que chamou a atenção é que há indícios que os fardos tenham se dispersado desde o alto mar até a costa. “Há organismo incrustado que são comuns de águas profundas. Isso mostra que esse material está há muito tempo no mar e que, provavelmente, estava muito longe da costa”, comentou Juliano Fritscher, biólogo do IMA/AL.
Há ainda o perigo de impacto, principalmente para pequenas embarcações. O coordenador de Gerenciamento Costeiro, Ricardo César, disse que foi acionada a Capitania dos Portos que, por conseguinte, alertou às marinas e federação de vela e motor sobre possíveis riscos de acidentes.
“Ainda não se sabe qual a origem desses pacotes por causa da grande quantidade e da forma como dispersou, já foi encontrado até no Ceará. Há algumas hipóteses, uma delas é a de que alguma embarcação que fazia o transporte tenha naufragado, mas não temos como afirmar. De todo modo, nós repassamos toda a informação que temos para a Capitânia”, comentou o coordenador.
Ele disse ainda que IMA/AL e Ibama entraram em contato com as prefeituras dos municípios costeiros e solicitaram que as mesmas armazenassem o material, até que saiam o resultados definitivos do laboratório e possa ser dada a destinação correta. A previsão do laboratório é de cerca de sete dias.
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