Casal inicia operação para detectar vazamentos e reduzir perdas
Atividade visa também descobrir ligações clandestinas de água na região

A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) iniciou, nesta segunda-feira (12), no bairro da Jatiúca, em Maceió, uma operção de redução de perdas de água. Vinte profissionais das áreas operacional e comercial (cadastradores, encanadores e técnicos) estão em busca de vazamentos não visíveis e fraudes no consumo, principalmente ligações clandestinas e desvios – os chamados by pass ou “gatos”.
Para esse trabalho de campo, que começou no Distrito de Medição e Controle (DMC) da região da Praça da Bíblia, estão sendo utilizados equipamentos chamados geofones e hastes de escuta, que servem para indicar ao técnico o caminho por onde a água está se deslocando a partir da captura de sons.
A atividade, que vai durar 30 dias, visa também sanar os vazamentos não visíveis (aqueles que ocorrem quando a água não aflora à superfície). Eles são responsáveis pela perda de pressão na rede e possíveis desabastecimentos localizados em determinadas ruas ou quadras.
Paralelamente ao serviço de vistoria, equipes da supervisão de Cadastro Comercial (Supecom) estão visitando cerca de 100 imóveis para detectar possíveis distorções, que incluem desmembramentos e demolições, e realizar atualização de endereços, além de substituição de hidrômetros. A ação conta também com apoio de profissionais das supervisões de Combate à Fraudes (Supcef), de Arrecadação e Cobrança (Supeac) e de Operação e Controle (Supoc).
No caso de irregularidades encontradas, as equipes da área comercial farão a autuação do proprietário do imóvel, que será multado e deverá procurar a Companhia para se regularizar. O valor da multa varia de acordo com a fraude cometida. Nesses casos, a situação imprópria na ligação de água será imediatamente desfeita. O trabalho da Casal, por meio de sua Unidade de Negócio Jaraguá, vai se estender por cerca de 30 dias e deve percorrer outros bairros da orla marítima.
Atualmente, pouco mais de 40% da água captada e tratada pela empresa são “perdidos”. Porém, a maior parte desse índice é formado por “perdas comerciais”, ou seja, pela água que alguém utiliza de modo clandestino e que, por isso, não é faturada pela Companhia. Apenas algo em torno de 5% (do total de 40%) é que representa os vazamentos na rua e aqueles vazamentos não visíveis, ou seja, compõem a chamada “perda física” de água.
O objetivo da Casal, com essa e outras medidas já implementadas em suas unidades operacionais, além de várias ações previstas para 2019, é reduzir o índice de perdas para pouco mais de 30%.
Para o gerente da Unidade de Negócio Jaraguá e coordenador da operação, Paulo Piramar, conter vazamentos e evitar perdas têm sido uma constante entre as empresas de saneamento do Brasil e na Casal não é diferente. “Estamos sempre atentos para evitar desperdício de água. Nosso objetivo com isso é melhorar o abastecimento dessa região e, obviamente, de todos os bairros da capital”, enfatizou.
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