"Para muitos eu sou um monstro", diz assassino de Silvanio Barbosa
Henrique Matheus está preso no presídio de Segurança do Agreste
Henrique Matheus da Silva Sousa, assassino confesso da morte do vereador maceioense, Silvânio Barbosa, concedeu entrevista a Tv Ponta Verde, que foi ao ar nesta quinta-feira (29). O jovem de 18 anos está detido no Présidio de Segurança Máxima, na região do Agreste do estado.
"Eu estava drogado, algumas partes eu lembro. Ele me chamou pra ir a uma praia. E me levou para a casa dele", iniciou o relato do que aconteceu horas antes do crime. O assassino ainda disse que veio para Maceió com um faca e andava com ela, pois seu patrão teria dito que a cidade era violenta.
Henrique continuou, revelando que Silvanio teria pedido para ter relações sexuais com ele, mas teria negado por não ser homossexual. "Ele pediu para eu ter relação com ele, porque ia me dá as coisas". O rapaz também disse que há cinco dias estava tomando uma medicação para ficar acordado, um remédio "azul".
Já no quarto com a vítima, teria iniciado uma discussão. "Foi onde eu furei ele. Começou a brigar comigo". De acordo com o jovem, o vereador foi ferido com duas facadas. Ele ainda teria pedido a Silvanio que ficasse calado enquanto fugia. "Quando eu ia embora, ele ia atrás de mim".
Uma pessoa bateu na porta, e o rapaz pensou em pular da janela. "Ele disse para eu ir embora, porque se não eu ia ser preso e iria morrer. Eu pedi a ele que pelo amor de Deus que ele deixasse eu ir embora". Foi aí que Henrique teria pego a chave do carro para ir embora. "Ele vaio atrás de mim denovo".
Henrique confessou que o vereador ainda pediu água, um travesseiro e um ventilador.
O assassino ainda confirmou que a prisão foi feita pela Polícia da Paraíba após ser flagrado com o carro do vereador. "Eles me perguntaram, eu estava na frente da minha mãe, abaxei a cabeça e ele me levaram para a delegacia. Me algemaram e quando chegaram, vieram uns caras de fora. Colocaram um saco na minha cabeça, me bater, e eu disse que não precisava bater e contei a história".
"Para muitos eu sou um monstro. Mas foi a droga naquele momento", completou.
Como eles se conheceram
O rapaz que é da cidade de Pombal, na Paraíba, foi questionado de como conheceu Silvanio. Ele resumiu sua reposta em: "Vim a trabalho. Nunca fiz isso, E pode chegar na minha cidade que nunca fiz isso".
"Trabalhando em frente ao Hiper, vendendo cadeira e tapete. Foi quando ele pediu meu número para eu mandar a foto da cadeira. Foi daí que ele me chamou pra sair", colocou.
Henrique estava morando próximo ao condomínio onde Silvanio morava, no Benedito Bentes.
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