Menino morre após ser torturado pelo padrasto e contar que gostava de garotos
O acusado foi preso, após a irmã do garoto contar o que de fato acontecia dentro de casa
A triste história do menino de 10 anos, morto em junho deste ano em Los Angeles, nos Estados Unidos, teve um novo capítulo depois que a irmã da vítima, de 8 anos, denunciou o padrasto. O namorado da mãe das crianças teria espancado o pequeno Anthony Avalos depois que ele decidiu contar para a família que gostava de garotos. A conclusão dos investigadores veio à tona nessa terça-feira (11).
Quando o Anthony foi levado ao hospital da cidade de Lancaster, estava desnutrido, coberto de hematomas e marcas de queimaduras, e com vários ferimentos na cabeça, como descreve as informações do The Sun.
Sua mãe, Heather Barron, ligou para o 911 e disse que ele havia caído da escada. Aos investigadores, no entanto, a irmã do garoto contou uma versão diferente, afirmando que o namorado de sua mãe, Kareem Leiva, ergueu e deixou Anthony cair batendo a própria cabeça por diversas vezes antes de sua morte.
Agora, tanto a mãe do garoto quanto o padrasto foram indiciados por homicídio.
Testemunho
“Na noite anterior a agressão, minha mãe disse a Anthony que eles tinham que ir ao hospital. Kareem, então pegou ele pelas axilas e deixou cair no chão. Então, fez isso dez vezes seguidas”, contou a irmã.
“Maltratar o garoto era rotina na vida do casal. Chegaram a deixá-lo sem comida ou água de castigo por dias”, relatou Johnathan Attorney Hatami, assistente distrital que investiga o caso. O motivo apontado para a morte e tortura enfrentada pelo garoto foi que ele teria contado aos pais que era gay. Desde então, os maus tratos que já aconteciam, só pioraram.
A irmã do garoto, principal testemunha da promotoria também contou que ele não era o único a sofrer violências.
“Eles chegaram a nos deixar sem comida dizendo que aquilo era um privilégio ou nos trancar no quarto sem nos deixar ir ao banheiro”, relatou às autoridades.
Serviços de proteção registraram pelo menos 16 ligações denunciando os abusos de Kareen e Heather contra o filho. A direção da escola, professores e parentes também já haviam expressado suas preocupações e tentado conseguir ajuda.
Kareem e Heather agora aguardam em regime fechado a sentença final dos crimes de maus tratos e assassinato.
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