Moradores do bairro do Pinheiro, em Maceió, entregam requerimento ao MPF
Moradores relatam angústias e reclamações quanto à falta de informações do município
Na tarde desta segunda-feira (21), representantes do movimento SOS Pinheiro estiveram na sede do Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas para protocolar representação, com abaixo-assinado, a fim de solicitar apoio na busca por soluções para as questões sociais e de responsabilidade envolvendo o tremor de terra ocorrido no bairro do Pinheiro e adjacências.
Cerca de 40 moradores, acompanhados de advogados, compareceram ao MPF e foram recebidos pela procuradora-chefe substituta Roberta Bomfim e pela procuradora Regional dos Direitos do Cidadão Niedja Kaspary. O documento protocolado será juntado ao inque?rito civil nº 1.11.000.000649/2018-29, que hoje acompanha as ações do poder público voltadas à proteção dos direitos do cidadão.
Os moradores relataram suas angústias e reclamações quanto à falta de informações repassadas pelos canais oficiais da prefeitura e do estado, e pediram que o MPF atue a fim de que seus anseios sejam atendidos com maior diligência pelas autoridades públicas.
Pelo MPF, Roberta Bomfim esclareceu que, na última quinta-feira (17), em reunião com a Defesa Civil nacional, estadual e municipal, bem como, com os técnicos que estão estudando as causas que levaram ao aparecimento das rachaduras e fissuras no bairro do Pinheiro, foram apresentados estudos e laudos técnicos (ainda inconclusivos) quanto à causa dos tremores. E que o poder público municipal e estadual apresentaram as medidas preventivas que já vêm sendo adotadas. A procuradora demonstrou ainda o comprometimento da Instituição, que atuará, dentro de suas atribuições, no que for necessário.
Niedja Kaspary, procuradora da República atuando no inquérito civil que acompanha a proteção dos direitos do cidadão, reafirmou a disposição da Instituição em atuar para minimizar os danos aos cidadãos e informou que recebeu um documento da Federação das Associações de Bairro (Famecal) solicitando a adoção de algumas providências, como a requisição pelo MPF de documentos específicos ao Ministério de Minas e Energia e à Agência Nacional de Mineração, que podem contribuir com as investigações, e a realização de uma reunião com a participação da Braskem e da Federação.
Os moradores foram recebidos pelas procuradoras da República, mas elas não puderam estender a reunião, e, por isso, agendaram um encontro com uma comissão de moradores para quarta-feira (23), às 10h, na sede do MPF.
Veja também
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
