Simulado no Pinheiro envolve moradores em ação preventiva
Órgãos da Prefeitura de Maceió, do Governo do Estado e da União realizaram, neste sábado (16), o simulado de evacuação do bairro Pinheiro, ação estratégica e preventiva que é uma das etapas previstas na elaboração do Plano de Contingência de Defesa Civil e Proteção (Placon). Mais de 700 pessoas trabalharam durante o treinamento.
Viabilizado pelas equipes da Defesa Civil Estadual e Municipal, o simulado contou com a participação do Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Força Aérea, Corpo de Bombeiros, Grupamento Aéreo, Polícia Militar, Samu, Eletrobras, Casal, Algás, Anatel, Cruz Vermelha e a empresa Viva a Vida. Houve a integração também de órgãos da Prefeitura de Maceió e do Governo do Estado, como a SMS, Semas, Semscs, SMTT, Semds, Semed e Sesau.
Titular da Defesa Civil de Maceió e coordenador das ações no âmbito municipal, Dinário Lemos esclareceu o objetivo do treinamento. “Conforme prevê a legislação que estabelece o Placon, o simulado tem o intuito de treinar, organizar, orientar, facilitar, agilizar e uniformizar as ações necessárias às respostas às ocorrências em caso de desastre no bairro do Pinheiro, bem como observar o desempenho das equipes, para correções e melhorias. É uma forma de otimizar a atuação dos órgãos competentes para que todas as diretrizes estejam definidas na versão final do Plano, que ainda deverá ir à audiência pública e posteriormente validade com a assinatura dos representantes de todas as instituições envolvidas”, explicou.

O posto de comando ficou concentrado no 59º BIMTZ, na Avenida Fernandes Lima, de onde partiu as orientações as equipes que auxiliaram a população na evacuação. Por volta das 15 horas, viaturas militares circularam por vias do bairro simulando o alerta diante de uma ocorrência. Neste momento, os moradores deixaram seus imóveis e foram direcionados aos quatro pontos de apoio, que foram distribuídos no Cepa, Casa Vieira, Terminal do Sanatório e na rua da Importadora Veículos.
A coordenação em cada ponto ficou sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). “O trabalho da Assistência Social no simulado foi de estar no ponto seguro para que a população do bairro pudesse chegar, ser atendida e encaminhada de acordo com as necessidades específicas. Conhecemos as pessoas, simulando reais necessidades que possam existir para que a gente prepare também os profissionais que estiveram prestando apoio nos 4 pontos”, afirmou Celiany Rocha, titular da Semas.
O coordenador das pesquisas realizadas no Pinheiro pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Thales Sampaio, reconhece a importância do simulado. “É uma ação que acontece em todos os países desenvolvidos e é absolutamente necessário, porque evita acidentes graves. As pessoas precisam saber, em caso de acidente, qual a rota elas vão seguir e para que lugares serão encaminhadas. Não significa que vai acontecer um acidente de grandes proporções, mas a gente precisa se precaver. Os moradores foram treinados para evitar qualquer tipo de acidente grave”, defendeu o geólogo.
Procuradora do Ministério Público Federal (MPF), Roberta Bomfim também acompanhou as ações. “Nós entendemos que é bastante importante o simulado para que tudo saia bem treinado, a população entenda o chamado e esteja preparada para o caso de necessidade. O MPF entendeu necessário acompanhar esse movimento. É preciso somar forças nesta situação”, frisou.
Participação
Cicera Agustinho mora no bairro há 20 anos e falou sobre a importância do simulado. “Achei ótimo porque o simulado nos ajuda em caso de emergência. A gente sabe agora para onde se dirigir e fazer os primeiros socorros, já que temos uma base e recebemos as orientações. É muito importante válido”, disse.
Avaliação
A Defesa Civil de Maceió avalia como positivo o resultado do simulado. “Conversamos muito com a população e sentimentos que eles estavam com muitas dúvidas, e é normal, porque é o primeiro simulado que eles participam. Durante a ação, ninguém ficou desassistido. Esse era o foco e foi cumprido. Tivemos uma média de 700 pessoas trabalhando, entre os 350 servidores da Prefeitura, voluntários da Cruz Vermelha, Governo do Estado e outras instituições. Algumas pessoas ficaram analisando todo o processo e vamos juntar as informações para que a gente ajuste e caiba dentro da maior normalidade possível num caso de uma situação real”, pontuou Arthur Costa, coordenador-geral de ações e contingência da Defesa Civil de Maceió.
No final do simulado, a população foi orientada sobre sugestões de aperfeiçoamento do trabalho para avaliação pela coordenação dos trabalhos.
O tenente-coronel BM Moisés Pereira de Melo, coordenador da Defesa Civil Estadual, também demonstrou satisfação com o resultado. “O simulado foi simples, mas a informação foi passada com muita clareza. Ele teve o objetivo de identificar os pontos seguros do bairro e isso foi alcançado. A população foi deslocada das residências para os pontos seguros e recepcionados pelo Município. Além disso, todas as equipes foram treinadas”, falou o coordenador durante coletiva.
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