Trotes violentos no Ifal Maceió é tema do "Encontro com Fátima Bernardes"
Direto da instituição relatou sobre as ameças e o caso de duas alunas feridas após os trotes
Diante da repercussão das ameaças de trotes e casos do mesmo tipo que terminaram com pessoas feridas, a diretora do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) do campus Maceió, Jeane Melo, esteve na manhã desta segunda-feira (18), no programa ‘Encontro, com Fátima Bernardes’, na TV Globo.
A Diretora do instituto falou no programa sobre os recentes casos de ameaças de trotes violentos contra os novos alunos, que ingressaram na unidade, na última semana. Jeane Melo contou que chegou a ser hostilizada após solicitar apoio do Batalhão de Polícia Escolar (BPEsc) para acompanhar a recepção dos calouros 2019.
Segundo ela, a medida foi tomada em função das ameaças que a instituição de ensino vinha sofrendo por parte de alunos veteranos, que teriam afirmado que aplicariam trotes violentos aos novatos.
Durante a entrevista no programa de Fátima Bernardes, a gestora do Ifal Maceió, informou que nove alunos veteranos foram desligados da instituição após as ameaças.
Jeane Melo contou ainda que antes das aulas terem início, trabalhos de prevenção contra os trotes violentos, foram elaborados com o corpo docente da instituição.
Registros violentos
Não é a primeira vez que o Instituto Federal de Alagoas com campus em Maceió, passa por uma situação difícil relacionada aos trotes.
Conhecida como “sangue de diabo”, a substância feriu as alunas, que tiveram que ser socorridas e levados ao hospital. Na época, o Ifal Maceió informou que os responsáveis já haviam sido identificados e seriam punidos.
Punição
A diretora da instituição de ensino, Jeane Melo, revelou no programa da TV Globo, que uma Portaria foi criada pela Diretoria Geral do Campus Maceió, em fevereiro de 2016. O texto proíbe qualquer tipo de trote na instituição, e prevê a expulsão de alunos que burlarem a determinação.
Além disso, há um artigo no Código Penal (CP) que tipifica crime o ato de constranger alguém.
O artigo 146 do CP deixa claro que: “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda”, prevê pena multa ou detenção, que vai de três meses a um ano.
Outros casos
Entre os casos de maiores repercussões, está o da morte de um estudante de Física, no Rio de Janeiro.
O caso ocorreu em 2009, quando Vítor Vicente de Macedo Silva, de 22 anos, morreu afogado na piscina da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica. Acredita-se que outros alunos haviam forçado o rapaz a pular na piscina de salto ornamentais e que tinha 9m de profundidade. Os parentes da vítima disseram que ele não sabia nadar.
Um ano após, outro caso foi manchete nos veículos de comunicação. Estudantes da Unicastelo, em São Paulo, foram obrigados a fumar, tirar as roupas íntimas, pedir dinheiro em semáforos e até beber álcool combustível.
No mesmo período, na Escola Superior de Propaganda e Marketing, também em São Paulo, um estudante foi agredido, e teve ossos do nariz e do rosto quebrados.
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