?No dia das mulheres, presidente do TJ homenageia servidoras e sem-terra
Após a apresentação do Coral do Poder Judiciário dentro do Tribunal, Tutmés Airan levou os cantores para o acampamento em frente ao prédio
Como reconhecimento à importância das mulheres e suas lutas na sociedade, o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), Tutmés Airan de Albuquerque, conduziu homenagens, neste 8 de março, Dia das Mulheres. O Coral do Poder Judiciário se apresentou na sede do TJ, para as servidoras, e na Praça Marechal Deodoro, onde estão acampadas mulheres de movimentos sociais sem-terra.
“A mulher não votava, trabalhava 12 horas por dia, era reservada a tarefas restritas aos domínios do lar. Hoje a mulher foi potencializada, e não foi uma benesse, foi porque soube conquistar, lutar e assumir essa imagem de sujeito de direito”, discursou o desembargador Tutmés Airan.
As servidoras presentes aprovaram o tom da deferência. “É gratificante recebermos essa singela homenagem no dia de hoje. Principalmente porque percebemos, pelas palavras do presidente, que ele reconhece a importância do Dia Internacional da Mulher, ressaltando em seu discurso a nossa luta ao longo dos anos pela conquista dos nossos direitos”, afirmou a analista Andréia Santa Rosa.
Movimentos sem-terra
Após a apresentação do Coral do Poder Judiciário dentro do TJ, os cantores e o presidente Tutmés Airan se dirigiram à Praça Marechal Deodoro, em frente ao prédio. Lá o desembargador homenageou as mulheres de movimentos sociais sem-terra acampadas no local.
Débora Nunes, integrante da Coordenação Nacional do MST, agradeceu o gesto. “Eu acredito que é inédita essa atitude de abraçar o acampamento, e hoje, especificamente, o acampamento das mulheres sem-terra. Apesar de estarmos em frente ao Tribunal de Justiça, muitas vezes nós somos invisibilizadas, então queria dizer que é um ato simbólico e importante para nós e para a sociedade”.
Na oportunidade, líderes do movimento também apresentaram suas pautas. Tutmés Airan observou que as demandas referem-se a direitos constitucionais. “São temas constitucionalmente previstos. Se nós somos fiadores e defensores da Constituição, temos que nos incorporar na luta pela reforma agrária e contra a violência contra a mulher”.
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