Presidente da CEI do Pinheiro questiona continuidade da extração da Braskem
Vereador Francisco Sales pediu a suspensão das atividades da mineradora
Diante dos desdobramentos das informações colhidas durante a audiência pública para debater a situação das rachaduras no bairro do Pinheiro no Senado, o presidente da Comissão Espacial de Investigação (CEI), vereador Francisco Sales, questionou a continuação da exploração da Braskem nas áreas afetadas.
Em sua fala, o geólogo Thales Sampaio alertou que o problema não está concentrado apenas no bairro do Pinheiro, mas foi expansivo para os bairro de Bebedouro e Mutange, o que gerou ainda mais a preocupação do parlamentar.
"Nós deixamos a audiência pública com informações que não tínhamos há 10 dias. A responsabilidade passa a ser imensa, pois agora não estamos falando apenas do bairro do Pinheiro, mas de regiões onde quase 70% da população já vive em situação de risco, como é o caso do bairro do Mutange. Essa audiência é a esperanca das pessoas em obter soluções e respostas", colocou o vereador.
Sales lembrou das visitas realizadas pelo grupo de vereadores aos imóveis localizados em Bebedouro e Mutange, que sofrem gradativamente com as rachaduras.
"A Escola Bom Conselho foi 100% interditada e agora aqueles alunos não sabem para onde vão. Todos estão com medos de ficar fora das salas de aulas e não sabemos o que responder", disse o vereador.
Para o parlamentar, diante da situação mostrada na audiência, é mais que necessária a suspensão das atividades da Braskem de forma preventiva para evitar que o problema se agrave ainda mais em um curto espaço de tempo.
"Não quero jamais acusar a empresa como única causadora de todo o problema, mas ficou demonstrado aqui que o solo está danificado e cada dia a situação está ficando pior. As casas estão cada vez mais rachadas e as pessoas não tem para onde ir. Precisamos agir agora para depois não lamentar uma tragédia", afirmou o vereador.
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