"Precisamos tratar a Braskem como causadora e não como suspeita", diz vereador
Sales chegou a protocolar no Ministério Público Federal (MPF) o pedido da paralisação, que ficou a ser analisado após a apresentação do laudo
Na sessão desta quarta-feira (08), o vereador Francisco Sales (PPL) reforçou que há um ano vinha alertando para a paralisação das atividades da Braskem de forma preventiva e agora espera que as autoridades, que acompanham o caso, façam essa intervenção de forma concreta.
"Sempre pensei em preservar vidas das famílias que estão sofrendo com todo esse problema, agora comprovado que foi provocado pela mineração, e acabei sendo criticado por alguns que defediam a economia do Estado, mas tinha convicção da dimensão do problema, tanto que cheguei a colocar em questão o meu mandato como representante dos maceioenses ao dizer que renunciaria caso a Braskem não fosse responsabilizada ", afirmou Sales.
A conclusão do laudo apresentado pelos geólogos do Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM) mostrou a necessidade da paralisação das atividades da Braskem como forma de minimizar os impactos no solo.
"O solo das áreas afetadas poderia ter sido poupado caso tivesse tido a paralisação de forma preventiva. Estamos cobrando essa paralisação, não somente o vereador, como toda população do Pinheiro, Bebedouro e Mutange, para tentar minimizar os danos que já são gravíssimos e poupar outros danos futuros", colocou o parlamentar.
À frente da presidência da Comissão Especial de Investigação (CEI) do Pinheiro, Sales chegou a protocolar no Ministério Público Federal (MPF) o pedido da paralisação, que ficou a ser analisado após a apresentação do laudo.
Segundo a Agência Nacional de Mineração, os dados entregues no laudo serão analisados para as medidas contra a empresa sejam apresentadas e cobradas.
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