Justiça determina que delegacia volte a fornecer comida para presos
Decisão judicial também ordenou a limpeza, fornecimento de água, dedetização e adequações estruturais na unidade
Em resposta à ação civil pública ingressada há um mês, pelos defensores públicos Lucas Valença, Hênio Miranda e Gustavo Paes, a justiça determinou, na tarde dessa quinta-feira (9), que o Estado restabeleça, em cinco dias, o fornecimento de água e comida para os presos na Delegacia de São Miguel dos Campos. As multas diárias, por descumprimento da decisão, variam de R$ 5 mil a R$ 100 mil.
A decisão ordena, ainda, que o ente público promova a dedetização e a limpeza da área interna e externa da delegacia, bem como a imediata transferência das motocicletas e veículos apreendidos para depósito apropriado em local a ser especificado pela Secretária de Segurança Pública e a incineração das drogas que já possuam autorização judicial para tanto, ou sua remoção do prédio da delegacia.
Além disso, o Estado deverá reformar a cela destinada aos menores de idade, para que ela passe a contar com iluminação e ventilação adequada.
Na determinação, a juíza de direito da 1ª Vara Cível e da Inf. e Juv. de S. Miguel dos Campos, Luciana Josué Raposo Lima Dias, também ordenou que o delegado responsável pela delegacia apresente, no prazo de 15 dias, um relatório detalhado sobre a permanência de cada preso, relação de apreensões, estrutura da unidade e situação de higienização, limpeza e fornecimento de alimentos aos encarcerados.
A magistrada estabeleceu multas diárias, que variam entre R$ 5 mil e R$ 100 mil, para cada ponto da decisão, a serem aplicadas em caso de descumprimento e ressaltou que “não atingindo a multa o caráter coercitivo para mover o Estado para o atendimento das determinações, a multa passará a incidir sobre os gestores responsáveis pelo cumprimento das determinações”.
A Defensoria Pública do Estado acionou a justiça, no final do último mês de março, pedindo adequações na Delegacia Regional de São Miguel dos Campos. A ação foi ingressada após a constatação, através de vistoria in loco, das denúncias que relatavam a falta de comida e água tratada para os presos, bem como a persistência de diversos problemas estruturais, de higiene e de salubridade, que tornam a unidade inadequada tanto para os presos como para os agentes trabalham no local.
Veja também
Últimas notícias
Mulher trans é presa com mais de 600 arquivos de abuso infantojuvenil em Alagoas
Maceió e Arapiraca lideram Bolsa Família em Alagoas com maior número de beneficiários
Botijão de gás de carrinho de milho explode e atinge veículo no Centro de Arapiraca
Leonardo Dias cobra aplicação de lei que multa uso de maconha em espaços públicos de Maceió
Polícia investiga duplo homicídio cometido por bando encapuzado em Maceió
Prefeitura de Girau do Ponciano divulga datas de pagamento para famílias agricultoras
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Creche em Arapiraca homenageia Helena Tereza dos Santos, matriarca do Grupo Coringa
Ciclista morre após ser atingida por carro e ser atropelada por caminhão em Arapiraca
