Terreiro de candomblé é invadido e tem objetos quebrados em Maceió
Casa de mãe Vera foi atacada durante a madrugada desta segunda (13)

Um terreiro de candomblé situado no conjunto Otacílio de Holanda, no bairro Cidade Universitária, na parte alta de Maceió, foi alvo de intolerância religiosa na madrugada desta segunda-feira (13). Na ocasião, indíviduos - ainda não identificados - invadiram o local e destruíram diversos objetos. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
De acordo com Jardiel, filho de Santo de mãe Vera, uma primeira tentativa de invasão ocorreu por volta das 23h de domingo. Por volta das 4h de hoje, os criminosos voltaram, derrubaram o portão e destruíram objetos que se estavam na área externa. “Chutaram o portão para invadir o barracão, que é o terreiro, para quebrar as coisas de dentro. Como não conseguiram, foram quebrar as coisas do lado de fora. Isso é um absurdo”, contou Jardiel.
"Quebra o templo mas não me quebra, quebra os pratos de templos mas não me quebra porque eu continuo batendo na mesma tecla, continuo na mesma revolução. Eu sou petista, doa a quem doer, eu sou PT, eu sou bandeira. Isso não vai ficar assim, não vai ficar impune porque eu vou até o fim", diz mãe Vera em vídeo divulgado nas redes sociais.
Ainda hoje, mãe Vera e testemunhas devem ir à delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência. Até o momento, não há suspeita de quem possa ter praticado o crime.
Por meio de nota, a Unidade Popular pelo Socialismo em Alagoas repudiou o ataque ao terreiro. "O livre culto religioso é um dos pilares de nosso Estado Laico, não compactuamos com a perseguição e ataque as religiões de matriz africana e indígena", diz trecho da nota,
Confira a nota na íntegra:
Nós, da Unidade Popular pelo Socialismo em Alagoas, repudiamos veementemente o ataque ao terreiro de Mãe Vera, líder religiosa do Candomblé em Maceió, situado no bairro da Cidade Universitária, mulher guerreira que luta pelas causas sociais e culturais de nossos irmãos e irmãs negros.
A intolerância religiosa faz parte do racismo estrutural que está amplamente naturalizado na sociedade brasileira.
A luta do negro pela sua libertação, independência e autonomia não acabará enquanto toda a contribuição cultural e histórica de nossos irmãos forem deturpadas, silenciadas e violentadas.
Acreditamos num país justo, igualitário e laico, no qual todas as manifestações religiosas sejam respeitadas independente de suas origens.
O livre culto religioso é um dos pilares de nosso Estado Laico, não compactuamos com a perseguição e ataque as religiões de matriz africana e indígena.
Maceió 13 de maio de 2019
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