Deputado diz que presidente "está nem aí" para carta assinada por Renan Filho
Cabo Bebeto criticou carta endereçada ao presidente Jair Bolsonaro sobre decreto de armamento
A carta assinada por Renan Filho (MDB) e mais 12 governadores e do Distrito Federal pedindo a mudança no decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre a permissão de uso de armas deu o que falar na Assembleia Legislativa (ALE) de Alagoas na sessão desta quarta-feira (22).
"Uma carta que começa sem credibilidade com a assinatura de só 13 governadores", disse Cabo Bebeto, do mesmo partido do presidente. O deputado citou pesquisa em que a maioria dos casos de violência com armas legais são pequenos. "Não são elas que tornam o país mais violento. Com a ampliação teremos menos vítimas que morrerão sem reagir".
Depois ele seguiu em seu discurso pela linha política. "O presidente foi eleito para isso. Ele não está querendo agradar quem não votou nele. Ele está nem aí para esses governadores nesse quesito".
A fala do deputado veio depois do discurso de Jó Pereira (MDB) parabenizando a carta e a atitude dos governadores e que rebateu o colega de parlamento. "É preciso saber como será esse controle. A pessoa que tiver a arma pode não ter o controle emocionado. O uso do termi cidadão de bem é subjetivo".
Fransciso Tenório (PMN) colocou que outros temas importantes estão sendo deixados de lado no país. " Temas que não estão sendo descutidos, como o desarmamento. É preciso se fazer pesquisas no Brasil para saber qual a melhor politica, temos suposições. O presidente está perdendo muito tempo com temas pequenos. E o Governo tem culpa sim do que está acontecendo no país, ele estudou, e quando foi eleito se imaginou que ele tinha soluções. E ao contrário, está aumentando os problemas. Parece um barco sem comandante. Suas falas tem poder Econômico".
Cibele Moura disse que concorda com o porte e a posse de arma para o cidadão, mas criticou duramente o posicionamento do colega, Cabo Bebeto. "Existem momentos para se tomar atitudes. Discordo quando o senhor falou dos eleitores, ele agora é presidente do Brasil, e deve discutir os assuntos para desenvolvimento do país. Precisa discutir, se não a gente vai ter uma arma na mão, mas não um país para se viver. A culpa é sim do Governo Federal a situação em que o Brasil está".
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