Comitê discute ações nos bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro
Grupo foi criado para aproximar a população no acompanhamento das ações bairros
Dezoito lideranças comunitárias e membros de Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudesc) e representantes da Prefeitura de Maceió participaram, nessa terça-feira (04), da primeira reunião do Comitê de Acompanhamento das Ações para os Bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro. O grupo de trabalho foi criado para aproximar a população no acompanhamento das ações nos três bairros afetados pela instabilidade de solo.
Na reunião, o secretário municipal de Governo, Eduardo Canuto, explicou que a Prefeitura de Maceió vai acatar a recomendação do Ministério Público Federal e divulgar o mapa com as áreas de risco assim que o documento for finalizado pela Defesa Civil Nacional e entregue ao Município.
Os representantes da população foram informados que o Plano de Ação Integrado para Maceió, que aponta quais as medidas diante dos riscos identificados, ainda está sendo elaborado e será divulgado posteriormente, uma vez que envolve 11 ministérios e outros nove órgãos federais. A junção destes dois trabalhos forma o Mapa Operacional.
“Este comitê foi criado a partir do momento em que a Defesa Civil Municipal foi para o Pinheiro e identificamos que havia desconformidades no que eles falavam com relação ao aluguel social. Então, era necessário trazer estes representantes para dentro da Prefeitura, para que eles sejam multiplicadores das ações que estão sendo realizadas. A gente avalia esta reunião como um grande avanço, onde estes representantes terão periodicamente reuniões para que recebam informações e possam sugerir quais as melhores ações para atendimento da população. É importante que estejam juntos, comunidade e população”, destacou Canuto.
Ainda durante a reunião, o secretário falou da expectativa com o reconhecimento do Estado de Calamidade pelo Governo Federal. Para ele, este decreto deve trazer agilidade nas ações a serem desenvolvidas nos três bairros. “A Portaria 1311 do Ministério do Desenvolvimento Regional e da Defesa Nacional, acatando o Decreto de Calamidade, possibilita dar celeridade nas ações, nas informações e operações que serão desenvolvidas junto com uma grande força tarefa do Governo Federal. Além de decidir também um pacto federativo, dando a importância de que todos, Estado, Município e Governo Federal, possam de uma certa forma apresentar um bom plano de operações e que a gente possa minimizar o sofrimento da população”, ressaltou.
Para o líder comunitário do Bom Parto, Fernando Lima, com a criação do Comitê a comunidade saiu ganhando. “Nós podemos contar com um meio de comunicação, onde foi sanada toda aquela divergência. Hoje a gente consegue compartilhar para que chegue à comunidade e exatamente como deve ser: com clareza, com nitidez”, concluiu.
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