Justiça converte em preventiva prisões de diretoras da ONG Pata Voluntária
Em audiência de custódia, juiz negou pedido de liberdade
A Justiça converteu em preventiva as prisões das integrantes da Organização Não Governamental (ONG) Pata Voluntária, Amropali Pedrosa Mondal, de 28 anos, Nayane Petrúcia Silva Barros, de 26, e Maria Gisele do Nascimento Oliveira, de 23, acusadas de estelionato, comunicação falsa de crime e organização criminosa. A decisão ocorreu durante audiência de custódia no último sábado (6).
Na audiência, a defesa pediu pelo relaxamento ou conversão da prisão em flagrante em liberdade provisória, com medidas cautelares, negados pelo juiz. "Entendo que a liberdade das investigadas representa uma afronta para ordem pública, levando-se em conta a gravidade em concreto dos delitos supostamente praticados, especialmente o suposto estelionato que, em tese, vitimou inúmeras pessoas", diz trecho da decisão.
Após a audiência, as três foram transferidas para o presídio feminino Santa Luzia. Também foi determinado que o Ministério Público (MPE/AL) investigue relatos de “violência psicológica” denunciados no momento da prisão. “Oficie-se ao órgão do Ministério Público responsável pelo controle externo da atividade policial, para que sejam adotadas as medidas necessárias, no intuito de se averiguar os relatos acerca da ocorrência de eventual violência psicológica, por ocasião da prisão”, decidiu o juiz.
Relembre o caso
A Polícia Civil (PC) informou, na última sexta-feira (7), que a presidente da ONG Pata Voluntária, Pali Mondal e outras duas proprietárias foram presa após a descoberta de um golpe aplicado pelas redes sociais. O golpe foi descoberto pelos delegados Leonam Pinheiro, Fábio Costa e Thiago Prado que alertaram nas redes sociais e pediram que novas doações não fossem feitas.
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