Em audiência sobre óleo nas praias, deputados discordam sobre decreto de emergência
Sílvio Camelo acredita que decisão vai afetar turismo e economia de AL
Durante audiência pública sobre o óleo que afeta as praias alagoanas nesta segunda-feira (21), os deputados estaduais cobraram ações do Governo Federal, do Governo do Estado e pediram recursos para os municípios atingidos.
O deputado Davi Maia (DEM), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), cobrou o decreto de estado de emergência ambiental por parte do Governo de Alagoas.
Davi Maia também reclamou da omissão e da vagarosidade do Governo Federal. Para ele, se o crime ambiental tivesse ocorrido no Sul ou Sudeste, a situação seria diferente.
“70% da carga está nas mãos dos municípios. O governador demorou pelo menos 39 dias para ir as praias. Quando os municípios vão receber recursos? O decreto de emergência vai sair? ”, questionou o parlamentar.
O deputado Inácio de Loiola (PDT) também cobrou ações do Governo Federal. “O Governo Federal está no Japão e não está dando a mínima atenção para o maior crime ambiental do Nordeste”, afirmou.
O secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Fernando Pereira, explicou as frentes em que o Governo do Estado está trabalhando para conter o avanço do óleo.
Ele ressaltou o trabalho do Grupo Técnico de Acompanhamento (GTA) e anunciou que o Instituto de Meio Ambiente (IMA) vai contratar 300 pessoas para trabalhar na descontaminação das praias.
“A gente limpa e aguarda o próximo dia. Quero agradecer e parabenizar a Marinha, Ibama, Biota, ICMBIO, Seris e outros pela união”, disse.
Impacto no turismo
Para o representante do setor de hotelaria de Alagoas, Ricardo André, decretar estado de emergência vai acarretar em um buraco imenso no turismo alagoano.
“Após a Bahia decretar estado de emergência, dois grandes hotéis tiveram mais de 120 cancelamentos. Bem ou mal, poder chegar a um prejuízo de R$ 400 milhões”, explicou.
O líder do governo na Assembleia Legislativa de Alagoas, Silvio Camelo (PV), defendeu a preservação do turismo.
“Estamos no caminho certo. O Governo Federal, IMA, Ibama estão combatendo a crise. Daqui há dez dias, deve estar resolvido. Tem que se preocupar sim, mas tem que ver o que é menos danoso para o estado. Ficou claro que não cabe decreto de emergência por parte do Governo do Estado”, disse o parlamentar.
Durante audiência, representantes do Ibama disseram que é cedo para divulgar que as praias alagoanas estão próprias para banho e que decretar estado de emergência é “questão de saúde pública”.
Veja também
Últimas notícias
Pesquisa Quaest aponta desgaste de Lula e cenário indefinido para 2026
Caio Bebeto alerta para risco de desabamento e insegurança em imóvel abandonado em Ipioca
Pela quarta vez, Deputado Fabio Costa assume vaga titular na Comissão de Segurança da Câmara
Novo tomógrafo do Hospital de Emergência do Agreste agiliza diagnóstico de traumas e AVC
Atalaia transforma a Busca Ativa Escolar em protocolo de proteção e cuidado com crianças e adolescentes
PF apreende 152 frascos de tizerpartida proibida pela Anvisa e prende suspeito por contrabando
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
Prefeito Luciano garante pavimentação de mais dois bairros de Arapiraca
Vigia que ‘terceirizou’ próprio posto terá de ressarcir aos cofres públicos R$ 104 mil
