Rodrigo Cunha cobra do presidente da Braskem tratamento humanitário às famílias do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto
Na audiência de hoje, o presidente da Braskem afirmou que a empresa não se eximirá de responsabilidade, mas não apresentou nenhuma solução palpável para os moradores
O senador Rodrigo Cunha participou nesta quinta-feira de mais uma ação para acompanhar as providências que estão em campo para socorrer as famílias do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto. Durante audiência na comissão externa para acompanhar os danos no afundamento do solo em Maceió, o senador cobrou do presidente da Braskem, Fernando Musa, um acolhimento humanizado aos afetados pelo fenômeno.
“Ainda não aconteceu nenhuma catástrofe, e por isso venho aqui pedir à Braskem para que não estique a corda recorrendo às lacunas jurídicas para somente depois de décadas recompensar essas pessoas. Há uma responsabilidade humana por essas pessoas que estão sendo muito afetadas”, apelou Rodrigo Cunha ao empresário. Ele vem acompanhando o caso permanentemente, e teve recentemente reuniões com técnicos da Agência Nacional de Mineração e do Ministério de Minas e Energia. Seu empenho tem sido para que o problema não se arraste indefinidamente, pois os moradores estão sofrendo e precisam de um amparo mais efetivo.
Na audiência de hoje, o presidente da Braskem afirmou que a empresa não se eximirá de responsabilidade, mas não apresentou nenhuma solução palpável para os moradores. A empresa alega que ainda está fazendo estudos para entender o que tem causado o afundamento do solo. Os geólogos da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) também estavam presentes e reiteraram os dados do relatório já apresentado, segundo o qual os danos ao local se devem à extração de sal-gema realizada pela Braskem. A audiência faz parte de uma série que vai ocorrer, na Câmara dos Deputados, sob o comando do deputado JHC. Ao final, será apresentado um relatório final pelo deputado Marx Beltrão.
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