Dilma explica foto que viralizou e nega ter viajado por conta do poder público
Pessoas questionaram nas redes sociais até que ponto seria legítimo um passageiro fotografar e espalhar a imagem de uma pessoa dormindo, sem a sua autorização

Uma foto da ex-presidente Dilma Rousseff, num voo de primeira classe entre Dubai e São Paulo, viralizou ontem (terça, 19) em grupos de WhatsApp. A imagem vinha acompanhada de texto com o tom provocativo típico de certa espécie de militante que faz do “zap” e de outras redes a sua tribuna preferencial de intervenção política:
“Olha a companheira Dilma, voando First Class de Dubai pra SP... eu não disse Caracas ou Havana para SP... Dubai pra SP... meteu aquele Caviar, umas boas taças de Dom Perignon, e logicamente aquele vinho Francês... uma maravilha... Parabéns pra você que também paga por isso !!!”
O post, rapidamente disseminado, gerou várias condenações contra os “petralhas”, mas também levou alguns a questionarem até que ponto seria legítimo um passageiro fotografar e espalhar a imagem de uma pessoa dormindo, sem a sua autorização, ainda que se trate de personalidade pública. Nesta quarta-feira (20), a própria Dilma divulgou nota para negar que tenha viajado por conta dos contribuintes.
Segundo a nota, divulgada por sua assessoria de imprensa, “o poder público jamais pagou para a ex-presidenta Dilma Rousseff qualquer passagem de avião, estadia, transporte ou diária”. O documento afirma que ela foi aos Emirados Árabes Unidos (país do qual Dubai é capital) participar do lançamento de um grupo de trabalho sobre “Direitos das gerações futuras”. Todas as suas despesas com a viagem, acrescenta a nota, foram pagas “integralmente pela organização do evento”.
Veja a íntegra da nota:
“NOTA À IMPRENSA
Após deixar a Presidência da República devido ao Golpe de 2016, a presidenta Dilma Rousseff recebeu inúmeros convites para participar de eventos políticos e acadêmicos, no Brasil e no exterior.
A participação em conferências, palestras, debates e encontros internacionais faz parte de sua agenda e ocorre com frequência desde 2016. A praxe é que a organização dos eventos custeie as despesas logísticas e de hospedagem.
Entre 11 e 15 de novembro, Dilma esteve em Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, onde participou do lançamento do Grupo de Trabalho “Rights of Future Generations”, a convite do Xeique bin Mohammed Al Qasimi, em evento coordenado pelo embaixador Lumumba di-Aping.
Como integrante do grupo, além de proferir palestra como uma das conferencistas na abertura do encontro, Dilma participou de cinco sessões de debate, que contou ainda com a presença do ex-presidente da África do Sul Thabo Mbeki; do presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano, cardeal Peter Turkson; da ex-presidenta da Assembleia-Geral da ONU embaixadora Maria Fernanda Espinosa; do professor de Economia da Universidade de Cambridge Ha-Joon Chang, autor do livro Chutando a escada: a estratégia de desenvolvimento em perspectiva histórica; do economista sênior da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Richard Kozul-Wright; do vice-presidente do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), Youba Sokona; e do professor de Economia Política na Escola de Governança da Universidade de Witwatersrand Wits, da África do Sul, Patrick Bond, entre líderes políticos e acadêmicos. Também participou das discussões a honorável Xeica Hoor bint Sultan Al Qasimi, presidente da Sharjah Art Foundation.
A viagem da ex-presidenta Dilma – voos de ida e volta em classe executiva, hospedagem e locomoção – foi custeada integralmente pela organização do evento.
Cabe deixar claro que, após ser afastada do governo por um impeachment sem crime de responsabilidade, o poder público jamais pagou para a ex-presidenta Dilma Rousseff qualquer passagem de avião, estadia, transporte ou diária.
Assessoria de Imprensa
Dilma Rousseff”
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