Envolvido na morte de vereador de Anadia é condenado a 22 anos de reclusão
Adailton Ferreira deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado
O Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri de Maceió condenou o réu Adailton Ferreira a 22 anos e seis meses de reclusão pela morte do vereador do município de Anadia Luiz Ferreira de Souza, ocorrida em 2011. O julgamento foi realizado nessa segunda (2), no Fórum do Barro Duro.
A sessão foi presidida pelo juiz John Silas da Silva, titular da 8ª Vara Criminal de Maceió. “O réu foi cooptador de terceiros para poder executar a vítima. Ele, junto com o mandante do crime, fez toda a trama contratando pessoas para eliminar a vítima”, afirmou o magistrado após o julgamento.
O réu deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado. De acordo com a promotora de Justiça Marta Bueno, o Ministério Público (MP/AL) trabalhou na verdade dos autos. “Cumprimos o nosso papel defendendo a sociedade e mostrando que o crime não compensa”, disse.
O caso
O crime ocorreu em setembro de 2011, na rodovia AL 450, nas imediações do Povoado Tapera, em Anadia. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Alagoas, Luiz Ferreira retornava da cidade de Maribondo, após conceder entrevista a uma rádio local, quando o carro em que estava foi interceptado por outro veículo.
Pelo menos duas pessoas teriam saído do automóvel e efetuado disparos na direção do vereador, que não resistiu aos ferimentos. De acordo com o MP/AL, o crime teria sido planejado pela então prefeita de Anadia, Sânia Tereza Palmeira Barros, e pelo companheiro dela, Alessander Leal. Os outros participantes seriam Tiago Campos, Everton de Almeida, Adailton Ferreira e Wallemberg Torres da Silva.
O motivo do crime seria a oposição que Luiz Ferreira vinha fazendo à gestão da prefeita. O vereador, que na entrevista à rádio havia anunciado sua candidatura à Prefeitura de Anadia, acusou Sânia Barros de cometer diversas irregularidades à frente do executivo municipal. Para o Ministério Público, o assassinato de Luiz Ferreira foi queima de arquivo e um “recado” para os demais vereadores da oposição.
Em fevereiro de 2017, Alessander Leal foi condenado a 32 anos, sete meses e 15 dias de reclusão. Já Tiago Campos recebeu a pena de 30 anos, dez meses e 20 dias. Quem também foi condenado foi Everton de Almeida, que recebeu a pena de 32 anos, três meses e 15 dias de reclusão. Os outros denunciados ainda aguardam julgamento.
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