Servidores de Alagoas criticam contratação de militares para INSS
Categoria questiona preparo do militares para executar funções
No dia seguinte a assinatura do decreto que permite a contratação de militares no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), servidores do órgão e o Sindicato dos trabalhadores da Saúde, Previdência, Seguro Social e Assistência Social (Sindprev) de Alagoas se reuniram para protestar contra a medida.
O texto assinado pelo presidente interino, Hamilton Morão, foi publicado no Diário Oficial da União na quinta-feira (23). O ato ocorreu em frente à sede do órgão no Centro de Maceió nesta sexta-feira (24).
Ao 7Segundos, o diretor do Sindprev, Célio dos Santos, afirmou que a medida não irá resolver a vida da população e disse que não é função militar assumir órgão público civil.
“Tenho colegas com trinta anos de função que não têm 100% de segurança para de habilitar um processo. Imagina um cara que nunca passou na prova do INSS. Além do treinamento, os novos concursados tem um profundo conhecimento da legislação. Eles passam três ou quatro anos estudando legislação previdenciária”, explicou.
O INSS possui um fila de quase dois milhões de pedidos para concessão de aposentadorias e benefícios.
Célio Santos também avalia a medida como preocupante para democracia. “Estamos falando de um setor do executivo que ordena o segundo maior orçamento. A nossa interpretação é que o governo Bolsonaro está tentando militarizar o serviço público, algo muito perigoso para democracia. Ao não fazer concurso, o governo deixou instalar o caos para poder utilizar os militares”, afirmou o diretor sindical.
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