Sesau orienta sobre como se prevenir do coronavírus
A população tem sido orientada a adotar algumas medidas simples para evitar a contaminação, segundo recomenda a Secretaria de Estado da Saúde
Caracterizado por causar infecções respiratórias em seres humanos e animais, o coronavírus ainda não foi confirmado no Brasil, entretanto, o Ministério da Saúde (MS) tem monitorado três suspeitas nos estados de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. A população, por sua vez, tem sido orientada a adotar algumas medidas simples para evitar a contaminação, segundo recomenda a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Isso porque, sem uma vacina específica para a prevenção, que seria a forma mais eficaz de evitar o contágio, é importante seguir cuidados básicos, como “higienizar sempre as mãos, principalmente antes de consumir algum alimento, após tossir ou espirrar”. As orientações estão expressas na nota técnica produzida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa).
Ainda de acordo com as recomendações da Sesau, “é importante utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, utilizando a dobra do braço e evitar tocar as mucosas de olhos, nariz e boca com as mãos”.
Com base em direcionamentos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e seguindo as diretrizes do Protocolo do Ministério da Saúde, também é recomendado “evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas e adotar hábitos saudáveis no dia a dia, a exemplo da ingestão de líquidos e do consumo de alimentos bem cozidos”.
Como já ocorre ao se deparar com pessoas que apresentam gripe comum ou resfriado, a Sesau recomenda, também, “evitar contato próximo”. E no caso de serem confirmados casos do coronavírus no Brasil, é necessário “evitar sair de casa em período de transmissão da doença, principalmente crianças e idosos”. É recomendado, ainda, na nota técnica emitida pela Sesau, “evitar aglomerações e ambientes fechados, manter os ambientes ventilados e, caso necessário, se afastar temporariamente do trabalho ou da escola pelo período indicado por um médico”.
Notificação e Sintomas
Com relação à notificação de casos suspeitos, ela deve ocorrer de forma imediata, em até 24 horas a partir do conhecimento da suspeita que se enquadre na definição descrita pelo Ministério da Saúde. A notificação deve ser realizada ao Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs), que funciona 24 horas por dias, todos os dias da semana, através dos telefones (82) 3315-2059, 98882-9752 ou através do e-mail: [email protected].
Pelo Protocolo do Ministério da Saúde, se enquadram como caso suspeito de coronavírus, àquele que apresente tosse, dificuldade para respirar e batimento das asas nasais, além de ter viajado para a área de transmissão da doença nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas. Além da China, já foram confirmados casos de coronavírus no Japão, Taiwan, Nepal, Tailândia, Vietnã, Coreia do Sul e Singapura, Austrália, nos EUA e na França.
Monitoramento
Ainda na nota técnica, a Sesau informa que está em permanente contato com o Ministério da Saúde e segue as suas diretrizes, que podem também ser acessadas pela população no site http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus. Com relação às ações de vigilância e assistência, técnicos da Secretaria de Estado da Saúde na segunda-feira (27) e formaram um Grupo Técnico (GT), composto por profissionais da Suvisa, Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL), Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs), Superintendência de Atenção à Saúde (SUAS), Núcleo de Epidemiologia do Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital Escola Hélvio Auto (HEHA) e a Coordenação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Alagoas.
“Decidimos, com base nas orientações do Ministério da Saúde, realizarmos o levantamento de necessidades em termos de EPI [Equipamentos de Proteção Individual] para o caso de necessidade de abordagem de um caso suspeito e a elaboração de um Plano de Contingência, como preparação para uma possível emergência”, salientou a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Cristina Rocha.
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