Polícia pode impor medidas de isolamento de forma coercitiva, diz Moro
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, explicou hoje que as polícias podem impor medidas de distanciamento social de forma coercitiva, sem precisar de aval da Justiça para agir. O ex-juiz, porém, acredita que isso não será necessário porque a maioria da população "vai seguir as regras".
"A lei [relativa ao novo coronavírus] não foi muito clara quanto ao descumprimento da quarentena. Mas a polícia pode impor coercitivamente essas medidas. Já vi polícia pedindo decisão judicial para agir, mas a Justiça não tem condições de atender a essa demanda", disse Moro durante transmissão ao vivo da XP Investimentos.
O ministro ainda explicou que a possibilidade de intervenção policial nesses casos não é algo novo, sendo previsto pelo artigo 268 do Código Penal. A lei prevê detenção de um mês a um ano, além de multa, a quem "infringir determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa".
"A gente teve isso durante a Revolta da Vacina", lembrou Moro, fazendo referência ao motim popular ocorrido em novembro de 1904, após a aprovação de uma lei que determinou a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola. "Essas medidas sanitárias podem ser impostas à força. Mas eu acredito que a grande maioria da população vai seguir as regras", opinou.
'Estados e municípios têm autonomia'
Questionado sobre a falta de uniformidade nas políticas de isolamento —governos estaduais enrijecem medidas, enquanto o federal pede a volta à rotina—, o ministro disse que estados e municípios têm autonomia para decidir o que fazer, mas que é necessário dialogar com a União.
"Na pressa, pode ser que as pessoas cometam alguns equívocos. Em alguns lugares, houve bloqueio de cargas, e isso não pode. Existe um grau de autonomia dos estados e dos municípios, mas o diálogo e a união [com o governo federal] são extremamente importantes neste momento", afirmou.
Para o ex-juiz, o importante é conciliar o isolamento com as medidas econômicas, permitindo, assim, que as pessoas tenham condições de ficar em casa. O governo, em contrapartida, deve se preparar para "todos os cenários possíveis", mas evitando levar pânico à população. "Espere o melhor, prepare-se para o pior", concluiu.
Veja também
Últimas notícias
Caixas com iPhones e perfumes são encontradas à deriva após naufrágio de navio no Estreito de Ormuz
Corregedoria da PM vai apurar conduta de policiais envolvidos na prisão de porteiro em Maceió
Homem de 37 anos fica ferido após queda de moto em União dos Palmares
Prefeito de Matriz de Camaragibe participa da inauguração de espaço da Assembleia de Deus
OAB e MP Eleitoral apuram prisão de porteiro durante panelaço em Maceió
Nelson Wilians tem inscrição na OAB suspensa em meio a investigações da PF
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
