Paciente deve assinar termo de consentimento para uso da cloroquina em AL
Há alertas sobre o risco de complicações causadas pela toxicidade da droga
O uso da cloroquina ou hidroxicloroquina por pacientes infectados com o novo coronavírus (Covid-19) ainda está em fase de testes. Apesar de evidências indicarem que a substância pode funcionar em certos casos, há alertas sobre o risco de complicações. Em Alagoas, o governador Renan Filho (MDB) autorizou o uso da droga para tratamento do Covid-19 em pacientes internados.
Por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), desta quarta-feira (15), a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) estabeleceu regras para o tratamento do Covid-19 com ambas substâncias. Conforme a publicação, para tratamento de pessoas infectadas por Covid-19 a droga deverá ser aplicada durante um período de cinco dias e o paciente que optar pelo tratamento, deverá assinar um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
O médico responsável também deve assinar um termo de declaração que explicou detalhadamente ao paciente ou aos seus responsáveis legais acerca do tratamento e seus efeitos colaterais. O termo também deixa claro que o paciente também pode desistir do tratamento com Cloroquina ou Hidroxicloroquina. Ainda na Portaria da Sesau consta que o Ministério da Saúde, em Nota Informativa Nº 5/2020-DAF/SCTIE/MS, apesar de considerar o medicamento como experimental, liberou a cloroquina para uso em pacientes muito graves e entubados, a critério da equipe médica.
“Estou ciente de que Cloroquina e a hidroxicloroquina podem causar efeitos colaterais leves, moderados a alguns graves. Doses diárias altas (> 250 mg), resultando em doses cumulativas de mais de 1 g/Kg de cloroquinabase, podem resultar em retinopatia e ototoxicidade irreversíveis. O tratamento prolongado com altas doses também pode causar miopatia tóxica, cardiopatia e neuropatia periférica, visão borrada, diplopia, confusão, convulsões, erupções, alargamento do complexo QRS e anormalidade da onda T, porém com a interrupção do fármaco estas reações diminuem. Em casos raros podem ocorrer hemólise e discrasias sanguíneas, como redução dos glóbulos brancos, disfunção do fígado, disfunção cardíaca e arritmias, e alterações visuais por danos na retina (Bula da Cloroquina, ANVISA)”, traz trecho do TCLE.
Recomendação de uso da Cloroquina/Hidroxicloroquina:
CLOROQUINA: 3 comprimidos de 150 mg 2x/dia no primeiro dia (900 mg de dose de ataque), seguidos de 3 comprimidos de 150 mg 1x/dia no segundo, terceiro, quarto e quinto dias (450 mg/dia). Para pacientes abaixo de 60 kg, fazer ajuste de dose para 7,5 mg/kg de peso.
HIDROXICLOROQUINA: 1 comprimido de 400 mg 2x/dia no primeiro dia (800 mg de dose de ataque), seguido de 1 comprimido 400 mg 1x/dia no segundo, terceiro, quarto e quinto dias (400 mg/dia)
CONSIDERAÇÕES: Verifique o eletrocardiograma (ECG) antes do início da terapia, pois há risco de prolongamento do intervalo QT. O risco é maior em pacientes em uso de outros agentes que prolongam o intervalo QT. Manter monitoramento do ECG nos dias subsequentes.
Confira a portaria completa AQUI.
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