Quais alimentos escolher e o que deve aumentar de preço durante a quarentena em AL
Nutricionista dá dicas de como diminuir e otimizar idas ao supermercado
Após o registro de aglomerações em supermercados, o último decreto do governo de Alagoas determinou que funcionários e clientes desses estabelecimentos circulassem de máscaras pelas dependências durante a pandemia do novo coronavírus.
Qualquer alagoano que entende o perigo da contaminação do covid-19 tem tentado limitar as idas ao supermercado. Por isso que o 7Segundos entrevistou a nutricionista Lyara Vila Nova, que traçou algumas dicas para que a população tenha um maior aproveitamento na hora de comprar alimentos.
Para ela, antes de tudo, é preciso saber o que tem em casa e quanto há de espaço para armazenamento, evitando que estragos. “Listas são importantes para que as pessoas vão ao supermercado diretamente no que está faltando, otimizando o tempo para voltar para casa o mais rádio possível”.
Além prestar atenção na validade dos alimentos, Lyara Vila Nova indica a compra de carnes cruas. “Em uma casa com três pessoas e 1 kg de carne, que daria para três dias, elas podem comprar sacos de porção e separar aquela carne, ave ou pescado e congelar na quantidade que dá para aquela determinada família comer naquele momento”.
Ela ressaltou a importância de dar preferência para frutas mais verdes na hora de comprar, porque duram mais tempo em casa sem apodrecer, além de priorizar alimentos da estação, que tendem a ser mais baratos e encontrados com mais facilidade.
“São eles a alface, repolho, batata doce, brócolis, chuchu, inhame, mandioca, mandioca, tomate, etc. Também tem a opção de comprar verduras e legumes já congelados que vão demorar mais tempo para apodrecer; ou utilizar a técnica de branqueamento para congelar esses alimentos”, orientou.
Como muitas pessoas têm consumido alimentos que ajudam a aumentar imunidade, a nutricionista explica que é importante ter uma alimentação saudável como um todo, alinhada uma boa noite de sono e prática exercícios físicos.
“Nesse perídio, é importante evitar o consumo excessivo de alimentos industrializados, principalmente alimentos ricos em açúcar, corante e sódio. Eles são muitas vezes alimentos de calorias vazias”, disse.
Alimentos mais caros
O comportamento diferente dos consumidores nos supermercados tem influenciando o mercado. Ao 7Sesgundos, o gerente de uma das maiores distribuidores do Brasil, que preferiu não se identificar, explicou que o setor de varejo alimentar está em uma crescente.
“O consumidor passou a comprar com mais frequência e tem receio de ficar sem produtos, principalmente os da cesta básica. Isso gerou um acréscimo de vendas acima do esperado. A gente também percebeu que esse dinheiro liberado pelo Governo Federal está sendo gasto nesse setor”, disse.
Ele contou que foi comunicado pelas indústrias, principalmente relacionado a produtos da cesta básica e leite, que teria um ajuste de preço. “Algumas indústrias de leite já tiveram um aumento considerável e outras já comunicaram que nos próximos quinze dias não vão ter leite por falta de matérias primas. Isso chegou ao consumidor e agravou o medo de faltar o produto”.
O gerente também disse que as distribuidoras de alimentos projetam fechar um dos melhores meses da história. “Tive um exemplo no município de Delmiro Gouveia. Um cliente teve que colocar quantidade máxima de produtos por cliente para compra leite e óleo. Ele queria evitar zerar o produto e também atender mais pessoas”.
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