Aras pede para ouvir 3 ministros e perícia em celular de Sergio Moro
Eles deverão falar sobre “eventual patrocínio, direto ou indireto, de interesses privados do presidente da República perante o Departamento de Polícia Federal

O procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou ao ministro Celso de Mello, do STF, que a Polícia Federal tome, em cinco dias, o depoimento dos ministros Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, e Braga Netto, da Casa Civil.
Além deles, Aras quer que a PF ouça a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e seis delegados: Maurício Valeixo, Ricardo Saadi, Carlos Henrique de Oliveira Sousa, Alexandre Saraiva, Rodrigo Teixeira e Alexandre Ramagem.
Em depoimento à Polícia Federal, o ex-ministro Sergio Moro citou todos os elencados por Aras. Eles deverão falar sobre “eventual patrocínio, direto ou indireto, de interesses privados do presidente da República perante o Departamento de Polícia Federal, visando ao provimento de cargos em comissão e a exoneração de seus ocupantes”.
Augusto Aras também solicitou ao Supremo Tribunal Federal o vídeo de uma reunião realizada no dia 22 de abril no Palácio do Planalto entre ministros, o presidente Jair Bolsonaro e presidentes de bancos. Nesta reunião, o presidente teria ameaçado demitir Sergio Moro, até então ministro da Justiça.
O procurador-geral da República também quer esclarecer quem assinou a exoneração de Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da PF. No último dia 23, o Diário Oficial da União trazia as assinaturas digitais de Moro e Bolsonaro. O ex-ministro disse não ter assinado a exoneração.
A Polícia Federal, por meio do Setor Técnico-Científico, deverá ainda realizar a perícia no celular de Sergio Moro e elaborar um relatório analítico das mensagens de texto e áudio, além de imagens e vídeos.
O ministro Celso de Mello é o relator do pedido de abertura de inquérito feito pelo procurador-geral da República para investigar as acusações feitas pelo agora ex-ministro Sergio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro sobre interferência na Polícia Federal.
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