Alagoas perde R$ 100 milhões em arrecadação com quarentena
Mas de acordo com secretário da Fazenda, Estado permanece referência em aspectos financeiros
Enquanto uma parcela da população faz manifestações contra as medidas de restrição comercial adotadas pelo Estado, encabeçadas por empresários que tiveram queda expressiva no faturamento nos últimos dois meses, Alagoas também sofre graves consequências das medidas adotadas para evitar o aumento da curva de contágio pelo coronavírus. De acordo com o secretário estadual da Fazenda, George Santoro, o Estado perdeu, neste período R$ 100 milhões em arrecadação de impostos.
Em pronunciamentos recentes, o governador Renan Filho afirmou que mesmo com a aprovação do governo federal da ajuda emergencial aos Estados, Alagoas não irá conseguir recuperar totalmente as perdas da arrecadação. Mas, em entrevista para o 7Segundos, Santoro afirma que o Estado tem adotado medidas de contenção de despesas e está traçando estratégias para a retomada econômica a partir do segundo semestre.
“O Estado entrou nesta crise em ótima situação fiscal e já tomou diversas medidas de contenção de gastos, gestão de caixa e aplicação financeira, além de acelerar o processo de monetização de ativos. Não há dúvida que estamos vivendo um período muito especial no mundo todo, com impactos claros na economia e nas finanças. Estamos preparando um conjunto de projetos de investimentos públicos e de apoio à atividade econômica para no segundo semestre iniciarmos um processo de estímulo ao retorno gradual das atividades econômicas de Alagoas. Importante destacar que cerca de 80% do PIB de Alagoas agora está seguindo com poucas restrições de funcionamento”, afirmou.
Uma prova que a macroeconomia de Alagoas, mesmo com a pandemia, está em melhor situação que em outros Estados é a Secretaria do Tesouro Nacional ter mantido a nota B de Capacidade de Pagamento (Capag), em nota técnica da Coordenação-Geral de Relações e Análise Financeira dos Estados e Municípios (Corem), no último dia 13 de maio. Em outras palavras, apesar da perda de arrecadação, o Estado mantém sua capacidade de pagamento em todos os cenários avaliados pelo Corem em 2020, levando em consideração o impacto econômico da pandemia nas finanças dos Estados.
Em uma escala de C (a mais baixa) até A (a mais alta), manter a nota B de Capag, neste período significa que o Estado manteve sua capacidade média de pagamento e de aptidão de operações de crédito. Com a nota B, o Estado terá aval do governo federal para contratação de novos empréstimos, que podem auxiliar na estratégia da retomada da economia no período pós-pandemia. De acordo com Santoro, a manutenção da nota é um grande feito, visto que outros Estados, como São Paulo, Paraná e Paraíba tiveram suas notas rebaixadas porque não conseguiram manter o pagamento dos compromissos no período. “É um feito grande para Alagoas”, ressaltou.
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